Pyongyang ameaça transformar Seul e Washington em 'um mar de fogo'

País fez ameaças em resposta às próximas manobras militares de Estados Unidos e Coreia do Sul

Por O Dia

Seul - A Coreia do Norte ameaçou nesta quinta-feira em "transformar Washington e Seul em um mar de fogo" como resposta às próximas manobras militares de Estados Unidos e Coreia do Sul, o que agrava a já tensa situação entre os aliados e o regime de Kim Jong-un.

Kim Jong-un líder da Coreia do NorteEfe

Pyongyang qualificou os exercícios militares conjuntos programados em território sul-coreano como "uma declaração de guerra", ao considerar que apontam para sua "liderança revolucionária", conforme comunicado divulgado pelo jornal "Rodong" do Partido dos Trabalhadores.

O regime norte-coreano também ameaçou em "transformar em cinzas as instalações militares dos EUA tanto na região da Ásia e do Pacífico, como em território continental americano". É habitual que todo ano a Coreia do Norte faça este tipo de ameaças antes que seus "inimigos" realizem os exercícios militares Key Resolve e Foal Eagle nos meses de março e abril. No entanto, desta vez o conflito poderia se agravar mais do que o habitual devido à tensa situação vivida na península coreana.

EUA e China fecham acordo sobre sanções contra Coreia do Norte, dizem diplomatas

Os Estados Unidos e a China fecharam um acordo sobre uma resolução da Organização das Nações Unidas que, segundo diplomatas, imporá novas sanções significativas contra a Coreia do Norte. As medidas são uma resposta aos recentes testes nucleares e com mísseis do país.

A embaixadora norte-americana Samantha Power apresentará um rascunho de resolução nesta quinta-feira ao Conselho de Segurança, órgão de 15 membros que tem o poder de impor as sanções. As negociações sobre o tema duraram quase seis semanas e desgastaram as relações entre Washington e Pequim.

Um integrante do Conselho de Segurança disse que as novas sanções são significativas e vão bem além das penalidades já impostas contra a Coreia do Norte. Diplomatas evitaram, porém, discutir detalhes, dizendo apenas que haverá a imposição de um bloqueio marítimo e que indivíduos podem ser alvo de sanções, bem como os intermediários do programa nuclear e também autoridades militares.

A nova resolução inclui vários elementos bem mais fortes e eficazes que em punições anteriores, segundo um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul. Não está claro ainda, porém, como isso pode impedir que o líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, possa conseguir armas de destruição em massa, após fracassos anteriores nesse sentido da comunidade internacional. Também não está claro o quanto a China pode atuar no caso, já que o país é o principal parceiro comercial dos norte-coreanos.

Com informações da Agência Estado

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