Após 30 anos, moradores de Chernobyl ainda consomem alimentos radioativos

Contaminação do césio-137 e o estrôncio-90 diminuiu um pouco, mas ainda está presente, especialmente em locais como as florestas, diz dados do Greenpeace

Por O Dia

Moscou - As crises econômicas que afetam a Rússia, a Ucrânia e Belarus têm impedido ou restringido os testes em áreas contaminadas pelo desastre nuclear de Chernobyl, disse o Greenpeace, e as pessoas continuam a consumir alimentos e bebidas com níveis de radiação perigosamente altos.

De acordo com exames científicos realizados em nome do grupo de ativismo ambiental, a contaminação em geral de isótopos importantes como o césio-137 e o estrôncio-90 diminuiu um pouco, mas ainda está presente, especialmente em locais como as florestas.

Cidade de Chernobyl%2C na Ucrânia Reprodução

As pessoas que vivem nas áreas afetadas ainda têm contato diário com níveis de radiação ameaçadoramente elevados decorrentes da explosão de abril de 1986 na usina nuclear, que gerou uma nuvem radioativa que se espalhou por muitas partes da Europa.

"Está no que eles comem e bebem. Está na madeira que usam na construção e queimam para se aquecer", afirma o relatório do Greenpeace, intitulado "Cicatrizes Nucleares: Os Legados Duradouros de Chernobyl e Fukushima" – este último uma referência ao acidente de março de 2011 em uma planta nuclear no Japão.

O relatório de pesquisa, visto pela Reuters antes de sua publicação nesta quarta-feira, diz que a Ucrânia "não tem mais fundos suficientes para financiar os programas necessários para proteger adequadamente o público... isso significa que a exposição à radiação das pessoas que ainda moram nas áreas contaminadas provavelmente está aumentando".

A Ucrânia, onde Chernobyl está localizada, está sofrendo com uma crise econômica agravada pela insurgência pró-Rússia no leste do país, e Rússia e Belarus também estão passando por dificuldades financeiras.

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