Por lucas.cardoso

São Paulo - As principais empresas do Vale do Silício - como Facebook , Google e Snapchat - estão trabalhando em tecnologias para aprimorar a segurança dos dados de seus usuários, informou o jornal britânico "The Guardian".

A medida ocorre, principalmente, após a polêmica que envolveu a Apple e o FBI, quando as autoridades norte-americanas quiseram ter acesso aos dados do iPhone de um dos terroristas responsáveis pelo ataque em San Bernadino.

O caso, no entanto, tem dividido opiniões tanto entre a população norte-americana, quanto entre políticos. Dois senadores, a democrata, Dianne Feinstein, e o republicano Richard Burr, dizem ter feito um projeto de lei para aplicar penas para empresas que não possam apresentar dados de seus usuários para as autoridades quando solicitados.

O presidente dos EUA, Barack Obama, também deixou claro que acredita que muitas companhias de tecnologia estão indo "muito longe" neste sentido. "Se o governo não pode ter acesso a tais informações, então qualquer um tem uma 'conta na Suíça' no seu bolso, certo?", disse o presidente norte-americano na conferência de tecnologia SXSW no Texas na última semana. O WhatsApp tem desenvolvido um forte projeto de criptografia desde 2014, dificultando ainda mais a quebra de sigilo das mensagens de seus usuários por parte das autoridades.

Nas próximas semanas, o aplicativo deve oferecer nas versões para Android e iPhone mensagens de voz e grupos de mensagem codificados, o que complicaria ainda mais a invasão das mensagens de seus usuários. Ao mesmo tempo, algumas companhias tem se mostrado favoráveis a cooperar com o governo para combater as propagandas do Estado Islâmico, que, por muitas vezes, usam seus serviços online.


Oficiais da Segurança nacional dos EUA veem o aumento da criptografia como uma importante ajuda aos militantes do grupo terrorista, principalmente para o recrutamento online. Recentemente o Facebook esteve envolvido em polêmica sobre a quebra de sigilo de seus usuários. O vice-presidente da rede social na América Latina, Diego Jorge Dzodan, foi preso por não ter liberado à Justiça brasileira informações de um usuário do WhatsApp, aplicativo comprado pela rede social, que seriam usados para a produção de provas de uma investigação ligada ao crime organizado.

Tais informações não poderiam ser liberadas, já que, segundo a empresa, as conversas não são armazenadas.

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