Polícia belga prende terceiro suspeito envolvido em ataques

Najim Laachraoui, de 25 anos, é o terceiro suspeito de participação nos ataques; policiais já haviam identificado os irmãos Khalid e Ibrahim El Bakraoui acusados de serem os homens-bomba

Por O Dia

Bruxelas - A polícia belga informou que prendeu na manhã desta quarta-feira, um homem que seria o terceiro suspeito de participar dos atentados dessa terça-feira no país. Segundo os agentes, Najim Laachraoui, de 25 anos, foi capturado no distrito de Anderlecht, afirmou o jornal La Dernière Heure.

LEIA MAIS: Bélgica chora morte de 34 pessoas após atentado 

Torre Eiffel tem iluminação em solidariedade a Bruxelas

EI promete novos ataques: 'Será ainda mais duro e amargo'

Anteriormente, a polícia já havia identificado os irmãos Khalid e Ibrahim el Bakraoui acusados de serem os homens-bomba que provocaram as duas explosões aeroporto da capital da Bélgica. 

Najim Laachraoui Reprodução

Além de duas explosões no terminal de embarque do aeroporto de Zaventem, houve uma terceira na estação de metrô Malbec, próxima a prédios de instituições ligadas às Nações Unidas.

Até o momento mais de 30 pessoas morreram, nos dois ataques, e outras 200 ficaram feridas. O grupo terrorista Estado Islâmico, na tarde dessa terça-feira, assumiu a autoria dos dois atentados.

Laacharaui participou do atentado na França 

O DNA de Laacharaui foi encontrado em “material explosivo usado nos atentados” de Paris em novembro de 2015, disse ainda ao jornal belga uma fonte próxima da investigação francesa. O suspeito deixou a Síria em fevereiro de 2013 e é procurado desde dezembro passado, após os atentados de Paris.

Durante controle policial em setembro, na fronteira entre a Hungria e a Áustria, ele foi identificado com o nome falso de Soufiane Kayal e estava acompanhado por Salah Abdeslam, ligado aos atentados de Paris e capturado na sexta-feira passada em Bruxelas. Os dois estavam com Mohamed Belkais, um argelino de 35 anos morto pela polícia no mesmo dia, em Bruxelas.

Laachraui alugou uma casa, com um nome falso, na comunidade belga de Auvelais, que serviu para preparar os atentados de Paris. Os investigadores também consideram que, na noite dos ataques na França, ele falou ao telefone com os homens-bomba que estavam em Paris, como fez Belkhaid.

Lacharaui foi, segundo os meios de comunicação belgas, o responsável por fazer os cintos de explosivos usados em Paris e o seu DNA foi encontrado em dois deles -- um usado no Bataclã e outro no Estádio de França -- informou a televisão RTBF. Também foram encontradas impressões digitais de Laachraui em uma casa no bairro de Schaerbeek, em Bruxelas, onde as autoridades acreditam que foram fabricados os cintos de explosivos usados na capital francesa.

Estão assim identificados os três suspeitos que atuaram ontem no aeroporto de Bruxelas, depois de a RTBF ter informado também hoje que os outros dois suicidas são irmãos, de apelido El Bakraoui, que tinham ficha na polícia mas não por terrorismo.

Khalid e Ibrahim El Bakraui eram de Bruxelas e estavam nos registos da polícia por atos de vandalismo, esclarece a RTBF.

Irmãos Khalid e Ibrahim el Bakraoui tinham ligação com Abdeslam

Os irmãos El Bakraoui, que já tinham ficha na polícia mas não por terrorismo, foram identificados entre os supostos homens-bomba dos atentados dessa terça-feira no aeroporto de Zaventem, em Bruxelas, informou nesta quarta-feira a emissora RTBF.

Um deles, Khalid, tinha alugado, com identidade falsa, a casa na Rue du Dries, no bairro de Forest. No local, no último dia 15, ocorreu um tiroteio em que um dos suspeitos morreu e dois fugiram, incluindo Salah Abdeslam, envolvido nos atentados de Paris e posteriormente detido. Khalid e Ibrahim El Bakraui, ambos de Bruxelas, estavam nos registros da polícia por atos de vandalismo, mas não por crimes ligados a terrorismo, acrescentou a emissora.

Duas explosões foram registradas no aeroporto de Zaventem, com um intervalo de vários segundos, na área de venda de bilhetes das empresas Brussels Airlines e American Airlines. Quatorze pessoas  morreram e 100 ficaram feridas. Na estação do metrô de Maalbeek, a 200 metros da sede da Comissão Europeia, uma terceira explosão provocou a morte de pelo menos 20 pessoas e ferimentos em cerca de 100.

Com informações das Agências Internacionais

Últimas de _legado_Mundo e Ciência