Atentado no leste do Paquistão mata dezenas

Explosão ocorreu perto de um brinquedo para crianças em uma parque

Por O Dia

Islamabad - Era para ser um domingo festivo em Lahore, segunda maior cidade do Paquistão. Centenas de pessoas aproveitavam a Páscoa e brincavam num parque de diversões. Mas o horror extremista deu as caras e lembrou que atrocidades não são exclusividade do Estado Islâmico. A facção Jaamat-ul-Ahrar, ligada ao Talibã, assumiu a autoria do ataque suicida que matou pelo menos 69 pessoas — a maioria mulheres e crianças.

A explosão aconteceu no estacionamento, a poucos metros de onde ficam balanços para crianças. Cerca de 300 outras pessoas foram feridas, segundo autoridades.

“O alvo foram os cristãos”, disse o porta-voz da facção, Ehsanullah Ehsan. “Nós quisemos enviar essa mensagem ao primeiro-ministro Nawaz Sharif de que entramos em Lahore. Ele pode fazer o que quiser, mas nós não vamos parar. Nossos homens-bomba vão continuar esses ataques.”

Homem-bomba se explodiu no estacionamento do parque. Facção talibã afirmou que mais ataques virão e desafiou o governo a pará-laEfe

Testemunhas disseram ter visto partes de corpos espalhadas pelo estacionamento quando a poeira baixou após a explosão. Um conselheiro do setor de saúde do governo da Província de Punjab, Salman Rafique, disse que o número de mortos pode crescer consideravelmente, uma vez que muitos feridos passam por cirurgias de emergência.

GUERRA DURA DOIS ANOS

Em 2014, o Paquistão lançou ofensiva contra o Talibã e combatentes jihadistas aliados, para evitar que criassem refúgios no país para lançar ataques contra o próprio Paquistão ou o Afeganistão. Punjab tem sido tradicionalmente mais pacífica que outras partes do Paquistão. Mas ano passado uma bomba matou um popular ministro da província e mais oito pessoas em um ataque contra a casa do ministro na região.

O Paquistão, um país com armas nucleares e 190 milhões de habitantes, enfrenta insurgência do Talibã, além de gangues criminosas e violência sectária.


Bruxelas agora enfrenta islamofobia

Local de memória e homenagens, a Praça da Bolsa de Bruxelas viveu um domingo tenso. Vestidos de preto, nacionalistas de ultradireita fizeram ato contra o Estado Islâmico que terminou em confusão. A polícia usou canhão d’água para controlar centenas de manifestantes que promoviam tumultos, após ignorarem pedido oficial para que fossem adiadas marchas em solidariedade após os ataques a bomba da terça-feira, que mataram 31 pessoas.

A polícia de choque, com homens enfileirados e carregando escudos, entrou na multidão e então gradualmente empurrou os manifestantes para uma rua onde caminhões com canhões de água foram acionados.

O primeiro-ministro Charles Michel condenou as manifestações. “É altamente inapropriado que os manifestantes tenham interrompido a reflexão pacífica que acontece no Bourse. Condeno veementemente esses distúrbios”, disse ele.

O prefeito de Bruxelas, Yvan Mayeur, atacou os manifestantes e afirmou que eles chegaram a Bruxelas de outras cidades, em particular da Antuérpia. “Estou chocado com o que aconteceu, em ver que esses canalhas vêm aqui para provocar as pessoas no seu local de homenagem”, disse.

A polícia antiterrorismo holandesa prendeu um homem de 32 anos em Roterdã, suspeito de planejar um ataque na França, e deteve também outras três pessoas. Dois foram descritos como tendo entre 43 e 47 anos e “origem argelina”, ao passo que o terceiro deles ainda não foi identificado.

A polícia vasculhou dois endereços ligados ao suspeito na parte ocidental de Roterdã, e pessoas nos prédios próximos foram evacuadas como medida de precaução. O suspeito será extraditado para a França.


Papa clama pelo amor

O Papa Francisco pediu ao mundo em sua mensagem de Páscoa ontem que use as “armas do amor” para combater o mal da “cega e brutal violência”, após os ataques em Bruxelas. Francisco realizou a missa do Domingo de Páscoa sob forte segurança para dezenas de milhares de pessoas na Praça de São Pedro.

Em sua tradicional mensagem Urbi et Orbi (para a cidade e o mundo), feita duas vezes ao ano, ele falou sobre violência, injustiça e ameaças à paz. “Que Jesus nos aproxime nesta festa de Páscoa das vítimas do terrorismo, de formas cegas e brutais de violência que continuam a derramar sangue”, discursou.

“Com as armas do amor, Deus derrotou o egoísmo e a morte”, continuou. O Pontífice pediu às pessoas que canalizem a esperança da Páscoa para derrotar “o mal que parece ter a mão superior na vida de tantas pessoas”.

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