Sobre para 35 o número de mortos nos ataques terroristas na Bélgica

O anúncio foi feito pela ministra de saúde do país no Twitter; mais três pessoas são acusadas pelos atentados

Por O Dia

Bruxelas - A ministra de Saúde da Bélgica, Maggie De Block, disse nesta segunda-feira que quatro das pessoas que ficaram feridas nos atentados terroristas em Bruxelas na semana passada morreram no hospital, elevando o número de vítimas dos bombardeios para 35. O anúncio foi feito em sua conta no Twitter.

Maggie De Block fez anunciou em sua página no Twitter Reprodução Twitter

"Quatro pacientes faleceram no hospital. As equipes médicas fizeram tudo o que foi possível. O total de vítimas agora é de 35. Coragem para todas as famílias", informou Maggie em seu post

Homens-bomba atacaram o aeroporto de Bruxelas e uma estação de metrô no dia 22 de março em um ataque coordenado reivindicado pelo grupo Estado Islâmico.

Duas explosões atingiram o aeroporto de Bruxelas. Cerca de uma hora depois%2C uma terceira ocorreu na estação de metrô de Maalbeek%2C no centro da capitalFoto%3A EFE

Bélgica detém três suspeitos de praticarem atividades terroristas

Três suspeitos foram presos nesta segunda-feira em Bruxelas, capital da Bélgica, acusados de "participarem de atividades de um grupo terrorista", enquanto autoridades seguem sua investigação dos ataques que ocorreram na semana passada na capital Bruxelas, informaram promotores belgas

Desde os ataques no dia 22 de março, a Bélgica já acusou sete pessoas de terrorismo. Nesta segunda-feira, os promotores identificaram os três homens apenas pelos seus primeiros nomes: Yassine A., Mohamed B. e Aboubaker O. As autoridades não forneceram mais detalhes sobre as prisões.

No domingo, as autoridades belgas continuaram uma série de buscas e detenções. Eles procuraram em pelo menos 13 casas em toda a Bélgica. No total, a polícia prendeu nove pessoas. Seis delas foram soltas. Os outros três foram acusados hoje.

As autoridades informaram também que identificaram 32 das 35 vítimas mortas no ataque. Eles ainda estão trabalhando para identificar as três pessoas restantes, disseram autoridades.

Uma autoridade dos EUA disse durante as detenções no fim de semana que a rede terrorista está se tornando "muito sofisticada". Outras autoridades disseram que as prisões também revelaram a escala da rede. "Há um grande número [de membros] em toda a Europa", disse a autoridade que não quis ser identificada

A autoridade disse que a rede tem se alastrado e que Bélgica tornou-se um lugar onde os principais membros da rede poderiam fugir para e se refugiar. "A Bélgica foi vista como um porto seguro", disse a autoridade.

Em Bruxelas, as tensões aumentaram no domingo, quando a polícia usou canhões de água para dispersar centenas de manifestantes de extrema-direita que se reuniram no centro da capital para interromper uma reunião pacífica dos moradores em homenagem às vítimas dos ataques.

Vídeo

A polícia belga divulgou nesta segunda-feira um novo vídeo que mostra o terceiro envolvido nos ataques terroristas de terça-feira no aeroporto de Bruxelas, ao lado dos homens-bomba suicidas Ibrahim El Bakraoui e Najim Laachraoui. A divulgação das imagens do homem, que transportaria uma bomba que não explodiu, ocorreu por meio do Twitter da Polícia Federal, com a indicação sobre a necessidade de identificá-lo.

Trata-se de um homem que veste casaco branco e usa um chapéu, enquanto empurra um carrinho de bagagens no aeroporto de Zaventem, antes das duas explosões do dia 22 de março. Até agora, as autoridades tinham apenas divulgado, para efeitos de identificação, fotos retiradas desse vídeo. Vários órgãos de comunicação têm garantido que o "homem do chapéu" é Fayçal Cheffou, detido e acusado de atividades terroristas, mas a Procuradoria Federal não confirmou ou desmentiu a informação.

Com informações das agências internacionais 

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