Trump abre polêmica com aborto

Republicano defende punição contra prática. Americanos apoiam tortura contra terror

Por O Dia

Washington - A acusação de agressão contra uma jornalista a que responde seu braço direito na campanha à Casa Branca não abalou Donald Trump, que se meteu em nova polêmica. Em uma entrevista na TV, o boquirroto empresário agora comprou briga com defensoras dos direitos reprodutivos. Ao ser perguntado se o aborto deveria ser banido, Trump respondeu que “é preciso que exista alguma forma de punição”, mas não deu mais detalhes.

A polêmica foi citada por Hillary Clinton, que provavelmente vai enfrentar Trump nas eleições de novembro. “Apenas quando você pensa que não poderia piorar. Horrível e revelador”, escreveu no Twitter. Horas depois, Trump tentou se explicar. “Se o Congresso aprovar lei que torne o aborto ilegal, o médico que execute esse ato ilegal em uma mulher deveria ser legalmente responsável, não a mulher. A mulher é uma vítima, assim como a vida em seu útero. Minha posição não mudou — sou pró-vida com exceções”, escreveu.

Um dos pontos de sua campanha, o uso da tortura contra suspeitos de terrorismo, tem apoio da população. Pesquisa Ipsos/Reuters aponta que 65% dos americanos aprovam a força para extrair informações. Trump disse que vai tentar reverter a proibição, introduzida por Obama, da técnica de ‘waterboarding’, que simula afogamento e que, segundo grupos de direitos humanos, é ilegal.


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