Sobe número de mortos após queda de viaduto na Índia e construtora é investigada

Câmera de segurança registrou imagens do momento em que elevado caiu sobre pedestres, veículos e lojas em Calcutá

Por O Dia

Índia - A polícia indiana está investigando a empresa construtora IVRCL pelo desabamento do viaduto Vivekananda, nesta quinta-feira, na cidade de Calcutá, no leste da Índia, que deixou 23 mortos. Autoridades apuram suspeita de homicídio culposo. De acordo com fontes oficiais, 14 pessoas seguem hospitalizadas, enquanto as operações de resgate estão na fase final.

Uma fonte da polícia local indicou que os trabalhos de resgate, nos quais participam o exército e a Força Nacional de Resposta a Desastres, estão "a ponto de acabar", depois de quase 24 horas do colapso parcial do viaduto, que se encontrava em construção em uma área muito movimentada do norte da cidade.

Elevado na Índia estava em construção desde 2009 e deveria ter ficado pronta em 2012EFE

A fonte detalhou que entre os mortos, 20 são homens e os outros três, mulheres. Além disso, afirmou que apenas 14 dos 76 feridos continuam hospitalizados depois que a maioria recebeu alta nas últimas horas.

A maior parte dos escombros e as peças grandes do viaduto foram retiradas do lugar, onde os destroços do acidente se resumem agora, principalmente, a pedaços de concreto, de acordo com imagens divulgadas pelas televisões locais.

Uma câmera de segurança registrou imagens da construção caindo sobre pedestres, veículos e lojas.

O viaduto de cerca de dois quilômetros estava sendo construído sobre uma estrada em uma área comercial habitualmente muito movimentada em um dos acessos do norte da cidade.

A estrutura estava em construção desde 2009 e deveria ter ficado pronta em 2012. Um dos responsáveis da companhia, K. Panduranga Rao, disse aos jornalistas que o ocorrido "não foi outra coisa que um ato de Deus", ao assegurar que nada disto tinha sucedido em 27 anos.

Os desabamentos de estruturas são frequentes na Índia, frequentemente devido ao precário estado das mesmas e à falta de manutenção, fatores alimentados pela corrupção e por práticas ilegais no setor da construção.

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