Tremores seguidos no Japão e América do Sul chamam a atenção dos geólogos

Novo terremoto na madrugada do sábado no Equador matou pelo menos 80 pessoas e mais de 600 feridos

Por O Dia

Rio - Novo terremoto, desta vez no Equador, chama atenção pela violência de 7,8 na escala Richter. Ele foi registrado na costa do país, nas cercanias da cidade de Muisne, noroeste do país, na madrugada deste sábado.

Levantamentos preliminares do governo apontam pelo menos 80 mortos e 602 feridos nas seis provícias atingidas. Este terremoto foi o mais forte no Equador desde 1979, quando o Serviço Geológico dos Estados Unidos, (USGS) apontou um abalo de 8.2 na escala Richter. Naquele evento morreram pelo menos 600 pessoas, 20 mil ficaram feridas e foi gerado um tsunami de seis metros de altura.

No tremor de sábado não houve tsunami subsequente, mas o número de vítimas deve aumentar. O governo equatoriano tenta socorrer as vítimas e distribui cestas básicas, agasalhos, cobertores e água à população.

O movimento das placas ao lado%2C pode explicar terremotos sequentesEfe

O esforço oficial envolve recursos de 600 milhões de dólares e o deslocamento de 240 médicos e paramédicos da Cruz Vermelha, além de 10.600 policiais e pelo menos 10 mil militares que apoiam o socorro e contém ondas de saques. Foi decretado estado de emergência nas províncias de Esmeraldas, Lor Ríos, Santa Elena, Manabí, Guayas e Santo Domingo.

Há destruição em infraestrutura de comunicações e energia elétrica e o tremor de 50 segundos foi sentido até na capital, Quito, que fica a 173 quilômetros.

No Japão

Equipes continuam a vasculhar escombros no sul do Japão, depois que uma série de terremotos atingiu a região. Estradas bloqueadas ainda criam dificuldades às equipes que perdem as esperanças de encontrar sobreviventes.

Várias fábricas como a Toyota, Honda e Sony suspenderam atividades por interrupção do fornecimento de energia e de suprimentos. Até agora foram contados 32 mortos e 100 feridos após o tremor de 7.3 graus na escala Richter. Há muitos desaparecidos em Minamiaso, local mais atingido pela sequência de terremotos. Redes de TV admitem que ainda pode haver vítimas presas sob os escombros.

AS PLACAS SE MOVIMENTAM

Geólogos dos EUA e Europa admitem que os dois tremores podem estar interligados pelo cataclísmico contato entre as placas tectônicas do Pacífico e a de Nazca, vizinhas nem sempre amistosas, esta última que contorna a costa noroeste da América do Sul.

As placas (veja infográfico acima) são como um casca de tangerina toda partida. Flutuam sobre o magma, a calda quente do interior da terra, expelida pelos vulcões que estão em atividade. Elas se movimentam milimetricamente, o tempo todo, em todo o planeta. Quando elas se movem formam, durante milhares de anos, montanhas como os Andes, Pirineus e o Himalaia.

Geólogos admitem que os dois tremores podem estar interligados pelo cataclísmico contato entre as placas tectônicas do Pacífico e a de NazcaArte O Dia

No momento em que este choque é mais intenso, vêm os terremotos e tsunamis, que têm, segundo os registros de estudiosos, aumentado em atividade e potência. Os efeitos colaterais destas pressões no subsolo são ainda, os vulcões, que, não por acaso, são muito mais ativos no contorno da placa do Pacífico, no chamado Anel de Fogo do Pacífico

O movimento das placas assusta áreas populosas do planeta, como Los Angeles e San Francisco, na California, EUA que é dividida por uma delas.

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