Mortes no terremoto do Equador passam de 400

Tremor foi o maior desde 1979 e presidente diz que número de vítimas deve crescer

Por O Dia

Porto Viejo - O número de pessoas mortas após o forte terremoto, de magnitude 7,8 graus, no Equador aumentou para 413, de acordo com o Ministério da Segurança do país. As equipes de resgate correm contra o tempo para tentar resgatar sobreviventes entre os escombros, já que o tremor atingiu o país na noite de sábado.

O presidente do Equador, Rafael Correa, que retornou ao país no domingo após viagem aos Estados Unidos e ao Vaticano, alertou que o número de vítimas fatais pode subir significativamente e que a quantidade de feridos soma mais de 2,5 mil. O terremoto foi o mais forte desde 1979 e teve uma duração de aproximadamente um minuto, afetando seis províncias da costa equatoriana, de norte a sul. Porto Viejo foi uma das cidades mais afetadas, com muitas casas destruídas.

Equipes de resgate correm contra o tempo em busca de sobreviventesEfe

A miss Equador 2016, Connie Maily Jimenez Romero, publicou em sua página do Facebook que a candidata da cidade de Pedernales Karla Nicolle Espinoza Valencia, que concorreu com ela, é uma das vítimas do terremoto.

Outros tremores secundários continuaram sendo sentidos até o fim do dia. Segundo o Instituto de Geofísica do Equador, 230 novos abalos foram registrados na noite de domingo, com magnitudes entre 3,5 e 6,1 graus. A maioria deles está ocorrendo no Oceano Pacífico, perto de cidades costeiras já bastante afetadas, como Pedernales e Manta.

A Cruz Vermelha Espanhola, que está atuando junto com a Cruz Vermelha Equatoriana, avalia que entre 70 mil e 100 mil pessoas podem precisar de assistência nas regiões mais afetadas, embora ainda não haja um cálculo exato. O grupo estima entre 3 mil e 5 mil a quantidade de pessoas que precisam de abrigo depois de suas casas terem sido destruídas.


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