Por felipe.martins

Quito - Assolado por um forte terremoto, de 7,8 graus, o pior da história do país em 40 anos, no fim de semana, o Equador estava diante da dura realidade de recuperar mais corpos do que sobreviventes ontem, terceiro dia após a tragédia. Balanço oficial de ontem contabilizava 480 mortos e 2.560 feridos. Mas, com 1.700 desaparecidos, a expectativa sombria das autoridades é que número de vítimas fatais chegue perto de 2 mil pessoas.

Socorristas e voluntários buscam sobreviventes em meio ao que sobrou de um dos 1.500 prédios destruídosEfe

Rezando por milagres, familiares desesperados imploravam para que as equipes de resgate encontrassem seus entes, enquanto escavavam os destroços de casas, hotéis e lojas desmoronadas na costa do Oceano Pacífico, a região mais atingida.

O terremoto danificou ou destruiu cerca de 1.500 edifícios e obrigou mais de 20 mil pessoas a passarem a noite em abrigos, de acordo com o governo equatoriano.Em visita à região do desastre, o presidente equatoriano, Rafael Correa, visivelmente comovido, disse que a reconstrução irá custar entre 2 bilhões e 3 bilhões de dólares e que pode representar um fardo "pesado" à nação de 16 milhões de pessoas.

Em Pedernales, uma cidade litorânea rústica que ficou devastada, multidões se reuniam atrás de fitas de isolamento para ver bombeiros e policiais revolvendo os escombros noite adentro. O estádio de futebol local serve como um centro de apoio e necrotério improvisados.

Quase 400 socorristas de vários países ajudam na busca a sobreviventes, além de 83 especialistas da Suíça e da Espanha. Os Estados Unidos disseram que irão enviar uma equipe de especialistas em desastres, e Cuba encaminha equipe de médica.
 

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