Por thiago.antunes

Bagdá - Milhares de manifestantes contrários ao governo do Iraque invadiram neste sábado o Parlamento, que fica na chamada Zona Verde de Bagdá, área fortificada da capital que abriga ainda o palácio presidencial, o gabinete do primeiro-ministro e sedes de embaixadas.

O protesto aconteceu após o fracasso dos deputados em aprovarem um novo gabinete de ministros. Seis horas depois da ocupação, os manifestantes começaram a deixar o local, a pedido de membros da milícia do influente clérigo xiita Moqtada al-Sadr. 

Parlamento iraquiano tomado por manifestantes%2C que ocuparam a fortificada Zona Verde de Bagdá Efe

Alguns manifestantes saquearam parte do prédio do Parlamento, enquanto outros tentavam aos gritos impedir a destruição. De acordo com o jornal ‘Washington Post’, foi declarado estado de emergência na capital. Todas as estradas que levam à cidade foram fechadas.

Antes da tomada do Parlamento, os deputados deixaram o prédio. Simpatizantes deMoqtada al-Sadr, os manifestantes levavam bandeiras do Iraque e gritavam palavras de ordem pedindo paz. Dezenas de manifestantes chegaram a montar tendas dentro do Parlamento, demonstrando que planejavam permanecer no local. Outros permaneceram do lado de fora dos muros fortificados.

Gás e balas de borracha

Embora a tomada do prédio tenha sido pacífica, cerca de 12 pessoas foram feridas ao entardecer, quando a polícia usou balas de borracha e bombas de gás para conter a entrada de pessoas no local.

Os ativistas se reuniram pela manhã do lado de fora da Zona Verde. Os protestos ficaram mais violentos quando eles souberam que os deputados não haviam chegado a um acordo sobre a aprovação de um novo governo de tecnocratas proposto pelo primeiro-ministro Haider al-Abadi.

A agitação começou minutos depois de uma entrevista coletiva de Moqtada al-Sadr na cidade santa de Nayaf. O líder condenou a paralisia política, mas não pediu a seus partidários que entrassem na Zona Verde. Ele acusou políticos iraquianos de impedir os esforços para implementar a reforma política do país destinada a combater a corrupção e o desperdício. 

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