Escolas dão aula de sustentabilidade

Sistema para captação de energia solar e coleta seletiva de óleo de cozinha são algumas lições aprendidas por alunos

Por O Dia

Rio - Mesmo com o enorme índice de irradiação, o Brasil aproveita pouquíssimo a oportunidade de gerar energia solar. Mas, no Rio, algumas escolas da rede pública vêm dando uma lição para ajudar a reverter este quadro. Recentemente, o projeto ‘Escolas Sustentáveis’ levou placas fotovoltaicas – de captação de energia por meio do sol – a seis unidades da rede municipal. A iniciativa é um pequeno passo para mostrar aos jovens a importância daquele que é considerado um dos maiores desafios do milênio: a sustentabilidade.

Parceria entre a ICLEI Brasil, associação dedicada ao desenvolvimento sustentável, e as secretarias de Educação e Saúde, o projeto começou em unidades na Ilha do Governador, Campo Grande, Rio das Pedras, Parque Anchieta, Irajá e Rocinha. Além das placas voltaicas, foram implantados pontos de coleta de óleo de cozinha usado, que, recolhido por catadores de materiais recicláveis, servirá de insumo para produção de biodiesel e sabão. Duas escolas também receberão postes equipados com placas solares e geradores eólicos.

Cada litro de óleo coletado significa economia de R%24 0%2C25 de saneamento básico%2C diz Daniel Fabrício%2C da Prove%2C que instala coletores nas escolas Divulgação

Para Orestes Gonçalves, diretor da Sunlution, empresa responsável por instalar as placas nas escolas, o projeto é importante para estimular a produção própria de energia limpa, sem depender da energia elétrica das grandes empresas. Ele explica que, a cada unidade aplicada nos colégios, a Sunlution foi ao respectivo local para dar uma aula aos alunos sobre o funcionamento do sistema.Para Gonçalves, a iniciativa é essencial para ajudar na conscientização pública. “O poder público tem que ter o espírito de puxar isso para a sociedade, estimular o uso dessas energias por meio da aplicação delas”, opina.

A coleta de óleo de cozinha usado é desenvolvida pelo Programa de Reaproveitamento de Óleo Vegetal (Prove). Para o coordenador da empresa, Daniel Fabrício, o maior legado da iniciativa é a questão ambiental. Contudo, ele também destaca o lado econômico. “A cada litro de óleo tirado do ralo, são economizados R$ 0,25 de saneamento básico”, explica.

Outra escola carioca, esta da rede estadual, é referência na América Latina em sustentabilidade. O Colégio Estadual Erich Walter Heine, em Santa Cruz, foi premiado em 2014 com um certificado da entidade internacional British Building Council, pela excelência em questões sustentáveis.


Colégio na Zona Oeste é exemplo

“Os alunos estudam em tempo integral e de modo interdisciplinar, sempre com o lado sustentável em voga”, afirma Valnei Alexandre da Fonseca, diretor do colégio de Santa Cruz. Entre as atividades de destaque estão o uso de materiais ecologicamente corretos, lâmpadas de led, coleta de lixo seletiva, sistema de aproveitamento de água da chuva e espaço de reciclagem.

Na sala de aula%2C alunos aprendem como funciona placa fotovoltaicaDivulgação

O diretor comenta que a grave crise estadual não afetou os investimentos no colégio, que também conta com o apoio da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), responsável por dar apoio técnico e financeiro a projetos ambientais, sociais e culturais desenvolvidos por alunos e professores.





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