Investidores veem Temer como 'alívio', mas alertam para riscos da Lava Jato

Analistas de Wall Street apontam Operação como uma das maiores ameaças ao governo do presidente em exercício

Por O Dia

Estados Unidos - Investidores e analistas em Wall Street veem um governo de Michel Temer com alívio, mas também com cautela. A expectativa é que o presidente em exercício tome medidas econômicas amigáveis ao mercado. Os analistas, porém, alertam para os riscos das investigações da Operação Lava Jato envolverem mais políticos em Brasília, o que pode dificultar a governabilidade, e de uma oposição barulhenta do PT.

Com afastamento de Dilma%2C Temer assumiu o comando do país por até 180 dias Marcelo Camargo/Agência Brasil

Para o economista do Scotiabank, Pablo Bréard, a recessão foi exacerbada pelos problemas políticos e o investidor global se animou com a perspectiva de mudança. O gestor da Janus Capital, Dan Raghoonundon, disse estar mais otimista com Temer do que jamais esteve com a gestão Dilma.

A Operação Lava Jato, no entanto, é apontada pela consultoria Eurasia como uma das maiores ameaças ao governo de Temer, dificultando a governabilidade e trazendo mais incertezas.

Afastamento de Dilma

A imprensa da Europa informou o afastamento da presidente Dilma Rousseff por meio de alertas de "urgente" distribuídos a seus leitores. Para o jornal francês Le Monde, o Brasil deu salto "no desconhecido" com a abertura do processo de impeachment no Senado, aprovada no início da manhã desta quinta-feira, em Brasília.

O afastamento também foi destaque no The New York Times, que observou que Dilma acabou sendo alvo de toda a raiva da população contra a corrupção sistêmica e economia em crise.

O chanceler do Paraguai, Eladio Loizaga, disse nesta quinta-feira que o governo paraguaio respeita "as decisões institucionais" do Brasil, ao se referir ao afastamento da presidente Dilma Rousseff após o Senado votar a favor da admissão do processo de impeachment contra a petista.

Já o ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel García-Margallo, mostrou nesta quinta-feira a preocupação com a situação do Brasil e ressaltou que o país ocupa "uma posição de liderança" no contexto de um possível acordo comercial entre a UE e o Mercosul, ressaltando que este pacto é "uma das prioridades" e um dos "eixos básicos da política externa espanhola".

Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores da Argentina afirmou que o Executivo liderado por Mauricio Macri "continuará dialogando com as autoridades constituídas a fim de seguir avançando com o processo de integração bilateral e regional".

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