Por adriano.araujo
Para Salvador Sanchez%2C saída de Dilma foi manipulação política Efe

Rio - Um dia depois da Venezuela, o presidente de El Salvador, Salvador Sánchez Cerén, manda chamar seu embaixador em Brasília em represália ao afastamento da presidente Dilma Rousseff pelo Senado brasileiro. O presidente salvadorenho disse ontem que não reconhece o novo governo do Brasil, encabeçado por Michel Temer. Neste sábado, o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, decretou estado de exceção por três meses, alegando “ameaças externas”, depois de também convocar seu embaixador no Brasil, em desagravo a Dilma.

Sánchez anunciou decisão de chamar o embaixador em um povoado, a oeste da capital. “Tomamos uma decisão de não reconhecer esse governo provisório, porque há uma manipulação política, e vamos mandar chamar nossa embaixadora para que volte ao país”, disse o presidente.

Para Sanchez, Dilma foi “suspensa e submetida a julgamento por algo que não se comprovou ser um crime”. “É uma manipulação política que aconteceu”, disse. Seupartido, o ex-guerrilheiro Frente Farabundo Martí para Libertação Nacional (FMLN), tem fortes vínculos com o Partido dos Trabalhadores (PT) do Brasil.

Governos esquerdistas da América Latina têm dito que a líder brasileira é vítima de um golpe de Estado, enquanto o secretário-geral do bloco sulamericano Unasul, Ernesto Samper, afirmou que a suspensão de Dilma afeta a governabilidade democrática no país.

Estado de emergência

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, decretou um estado de exceção e de emergência por três meses, alegando “ameaças externas” no momento em que a oposição avança para obter a convocação de um referendo revogatório do chefe de Estado. Em uma cadeia de rádio de televisão, Maduro assinou na sexta-feira à noite o ato, para “neutralizar e derrotar a agressão externa” que, afirmou, afeta o país.

Este novo decreto prorroga o anterior, de janeiro deste ano, que venceria ontem. “É mais completo, mais integral, de proteção do nosso povo, de garantia de paz, de garantia de estabilidade, que nos permita durante este mês de maio, junho, julho, e toda a extensão que vamos fazer constitucionalmente durante o ano de 2016 e seguramente durante o ano de 2017, recuperar a capacidade produtiva”, disse.

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