Por cadu.bruno

Rio - Um dos aliados externos da presidente afastada Dilma Rousseff, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, determinou ontem à noite a volta do embaixador venezuelano no Brasil. A medida diplomática excepcional é tomada quando um governo quer demonstrar o descontentamento com situação no outro país. Maduro considerou o impeachment com afastamento de Dilma um “golpe de Estado”.

“Pedi ao nosso embaixador no Brasil, Alberto Castelar, que voltasse. Me reuni com ele, estivemos avaliando esta dolorosa página da história do Brasil. Uma jogada totalmente injusta contra uma mulher que foi a primeira presidente que o Brasil teve”, disse Maduro em cadeia nacional de rádio e TV a partir do Palácio de Miraflores, em Caracas.

Maduro considerou impeachment de Dilma um “golpe de Estado”. Em represália, convocou seu embaixadorEfe

Novo ministro das Relações Exteriores do governo Temer, José Serra repudiou declarações dos países vizinhos que criticaram o processo de impeachment. Em nota, a assessoria de imprensa do gabinete criticou a União das Nações Sul-Americanas (Unasul) e governos da Venezuela, Cuba, Bolívia, Equador e Nicarágua. O posicionamento inaugura a nova política externa do governo Michel Temer.

De acordo com o comunicado, o secretário-geral da Unasul, Ernesto Samper, qualificou de maneira equivocada o funcionamento das instituições brasileiras. “Os argumentos apresentados, além de errôneos, deixam transparecer juízos de valor infundados e preconceitos contra o Estado brasileiro”. , diz a nota.

Em outra nota, o Itamaraty critica diretamente alguns países vizinhos, além da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América. De acordo com o comunicado, os governos da Venezuela, Cuba, Bolívia, Equador e Nicarágua estariam “propagando falsidades” sobre o processo político interno do Brasil.

“Como qualquer observador isento pode constatar, o processo de impedimento é previsão constitucional; o rito estabelecido na Constituição e na Lei foi seguido rigorosamente, com aval e determinação do Supremo Tribunal Federal (STF); e o Vice-Presidente assumiu a presidência por determinação da Constituição Federal, nos termos por ela fixados", diz o documento do Itamaraty.

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