Novos terremotos no Equador deixam um morto e mais de 80 feridos

O presidente equatoriano destacou que os serviços públicos devem continuar nas zonas afetadas

Por O Dia

Quito - O presidente do Equador, Rafael Correa, informou nesta quarta-feira que uma pessoa morreu e outras 85 sofreram ferimentos leves após um tremor de magnitude 6,8 sacudir o litoral norte do país por volta do meio-dia.

Correa disse que, como consequência do tremor, que foi parecido com o ocorrido em abril, um homem morreu na cidade de Tosagua, na província de Manabí, mas as causas são desconhecidas. "Avaliamos os impactos deste novo sismo, temos 85 levemente feridos, digamos que foram pessoas que correram, caíram... Mas, na verdade, só temos dois feridos com trauma e temos que lamentar um falecido, um idoso em Tosagua", detalhou.

O presidente equatoriano comentou que a causa da morte ainda é confusa. "Saiu correndo, caiu, bateu a base do crânio, mas também temos a versão que uma viga caiu em cima dele, então estamos apurando a informação", destacou.

Correa acrescentou que, após os dois terremotos de magnitude 6,8 registrados hoje, e que são réplicas do terremoto de magnitude 7,8 de 16 de abril, foi aplicado o plano de segurança em instituições educativas, que contempla a comunicação com os pais para que retirem seus filhos e para que os docentes permaneçam no local até que o último aluno tenha sido retirado.

O presidente equatoriano destacou ainda que os serviços públicos devem continuar nas zonas afetadas "sempre e quando se deem as condições de segurança", e informou que em algumas instituições públicas foi permitido que os funcionários voltassem a suas casas "por conta de rachaduras nas paredes".

Além disso, indicou que as aulas foram suspensas em escolas, colégios e universidades nas províncias de Manabí e Esmeraldas, as mais afetadas, até a próxima segunda-feira, para "ter tempo para avaliar as diferentes unidades educativas".

Em nível nacional, foram suspensas as jornadas vespertina e noturna de aulas nos colégios e, em Manabí e Esmeraldas, foram proibidas a realização de atos maciços assim como a abertura de locais de distração como discotecas até nova ordem. "Devemos estar preparados para que haja réplicas de mais de seis graus na escala Richter", advertiu Correa. O terremoto de magnitude 7,8 na escala Richter ocorrido em abril deixou 661 falecidos, 12 desaparecidos e 28.678 abrigados, segundo a Secretaria de Gestão de Riscos.

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