Por clarissa.sardenberg

Estados Unidos - Com um empate de quatro votos a favor e quatro contra, a Suprema Corte dos Estados Unidos vetou nesta quinta-feira o plano para imigração anunciado pelo presidente Barack Obama em novembro de 2014. Proposta iria ajudar a regularizar estrangeiros vivendo ilegalmente no país, beneficiando cerca de 5 milhões. 

O impasse se deve à demora na escolha de um juiz para a nona cadeira do tribunal, que era ocupada pelo conservador Antonin Scalia, morto em fevereiro deste ano. Obama chegou a nomear o moderado Merrick Garland, mas o Senado, de maioria republicana, não deve votar a indicação até o fim do mandato do presidente.

Plano para imigração anunciado pelo presidente Barack Obama em novembro de 2014 foi rejeitado EFE

A reforma incluía uma série de decretos que afrouxavam as regras para regularização de estrangeiros vivendo ilegalmente no país e beneficiaria cerca de 5 milhões de imigrantes irregulares, desde que tivessem filhos norte-americanos e não possuíssem antecedentes criminais.

A oposição republicana tratava o projeto como uma "anistia", enquanto a Casa Branca alegava que ele era necessário porque o Congresso foi incapaz de legislar sobre o tema. Sua constitucionalidade havia sido questionada por um tribunal do Texas, com o argumento de que Obama excedeu suas atribuições ao anunciar o plano sem consultar o Parlamento.

"A divisão da Suprema Corte sobre imigração é infeliz. Não podemos ter medo da imigração, a América é um país de imigrantes, só que o sistema atual não funciona", afirmou o mandatário, criticando o bloqueio de sua reforma.

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