Fim do Ramadã faz Síria decretar trégua de 72 horas

Estado islâmico promoveu um atentado no fim do jejum sagrado dos muçulmanos, deixando 25 pessoas mortas

Por O Dia

Síria - O Exército da Síria deu início nesta quarta-feira a uma trégua de 72 horas por conta das festividades pelo fim do Ramadã, o mês sagrado para os muçulmanos. Segundo o Estado-Maior das Forças Armadas, o cessar-fogo vale para todo o território do país árabe e terminará à meia-noite do próximo sábado. No entanto, não está claro se a trégua foi concordada com os grupos que se opõem ao regime de Bashar al Assad.

Nesta terça-feira o Estado islâmico promoveu um atentado na cidade síria de Al Hasaka. O número de mortos subiu para 25, entre eles seis menores, nesta quarta-feira, de acordo com o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Muçulmanos ficaram chocados com atentados no fim do Ramadã na Síria EFE

A ONG lembrou que um suicida com um colete com explosivos detonou uma bomba no bairro de Al Salehiya, sob o controle das Forças da Síria Democrática (FSD), uma coalizão armada curdo-árabe, em Al Hasaka. A explosão coincidiu com a hora do "iftar", alimento com o qual se rompe o jejum após o mês sagrado muçulmano do Ramadã, que terminou nesta terça.

A fonte não descartou que o número de mortos aumente porque há feridos em estado grave e desaparecidos. A cidade de Al Hasaka está dividida em distritos em poder das FSD e outros em mãos do Exército sírio. Durante o último mês, o EI intensificou seus atentados dentro e fora da região, coincidindo com ofensivas militares contra seus domínios na Síria e Iraque.

Explosões na cidade santa

Atentados marcaram o Ramadã no mundo árabe. Na Arábia Saudita, terroristas se explodiram próximo da Mesquita do Profeta Maomé, na cidade santa de Medina, nesta segunda-feira. Já os outros dois aconteceram em mesquitas da cidade de Qatif, a leste do país.

A ação deixou muçulmanos revoltados. Segundo eles, este é um claro exemplo da visão deturpada do Islã que os terroristas carregam. 

Fruto da Primavera Árabe, a guerra civil na Síria já dura mais de cinco anos e matou aproximadamente 500 mil pessoas. Além disso, criou a mais grave crise de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial.


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