Jovem transmite ao vivo namorado negro sendo baleado por policial

Casos de racismo envolvendo a polícia norte-americana são recorrentes. Vídeo de denúncia mostra imagens muito fortes

Por O Dia

Estados Unidos - Mais um homem negro morreu baleado pela polícia norte-americana nesta quarta-feira, no Minnesota. Philando Castile, de 32 anos, foi parado em uma blitz e, segundo sua namorada, enquanto procurava os documentos do veículo, foi atingido por quatro tiros.  Desesperada, a jovem conseguiu transmitir parte do ocorrido no Facebook Live. As imagens são muito fortes. É possível ouvir a vítima agonizando e ver do lado de fora do carro, o policial com a arma em punho. Castille era funcionário de um refeitório escolar.

Policial atirou quatro vezes em homem negro que tentava pegar licença de motorista nos Estados Unidos Reprodução Facebook

"Meu Deus, não me digam que morreu, não me digam que meu namorado foi embora assim... Foi atingido por quatro tiros, senhor", afirma a mulher no vídeo, visualizado mais de 1,7 milhão de vezes. Na rede social ela se identifica como  Lavish Reynolds.

O primeiro tiro atingiu o braço de Castille. A polícia se limitou a afirmar que a morte é investigada e que no lugar do incidente foi encontrado um revólver. 

Lavish foi detida para prestar esclarecimentos e liberada. A filha dela, de 4 anos, estava na cena do crime, e chorava muito. No fim do vídeo é possível ouvi-la dizer: "Está tudo bem, mamãe. Estou aqui com você".

A polícia ainda não identificou o agente, mas segundo a namorada do homem, ele era "chinês".De acordo com a agência de notícias, o veículo foi parado por uma luz de farol queimada e havia maconha no carro.

No Facebook foi criada uma página intitulada "Justiça para Philando Castile", na qual se afirma: "Philando Castile morreu pelas mãos da polícia no dia 6 de julho de 2016. Exigimos justiça".

Na última terça-feira, outro homem negro foi assassinado pela polícia na Louisianna, no sul do país, em mais um caso que "está sendo investigado" pela corporação.

Perto do fim do vídeo, de 10 minutos de duração, a filha de Reynolds, de 4 anos, tenta tranquilizar a mãe aterrorizada. "Esta tudo bem, mamãe", diz a menina. "Está tudo bem, estou aqui com você".

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