Papa cria comissão para estudar se mulher pode ter função de diácono

Objetivo é saber se as mulheres poderão ter o papel de diaconato, que é o grau de consagração anterior ao do sacerdócio

Por O Dia

Vaticano - O papa Francisco estabeleceu uma comissão para estudar qual foi o papel das diaconisas nos primeiros anos da Igreja, informou nesta terça-feira a Santa Sé em comunicado. Em maio, o pontífice tinha antecipado que avaliaria a criação desta comissão, durante um encontro com as participantes da 20ª Assembleia Plenária da União Internacional das Superioras-Gerais, no Vaticano.

A comissão será presidida pelo monsenhor Luis Ladaria, arcebispo de Tibica e secretário da Congregação para a Doutrina da Fé. A nova organização será composta por 12 membros, sendo seis mulheres entre religiosas e docentes universitárias.

No voo de volta de sua viagem à Armênia, em 26 de junho, Francisco reconheceu que ventilava a possibilidade de instituir uma comissão para estudar o papel das diaconisas, mas lembrou que isto não significa abrir as portas à ordenação feminina imediatamente. "A mulher pensa de outra maneira em relação a nós, os homens. E não se pode tomar uma decisão boa e justa sem ouvir as mulheres. Às vezes, em Buenos Aires, eu fazia uma consulta com os meus consultores e os ouvia sobre um tema. Em seguida, chamava algumas mulheres e elas viam as coisas sob um prisma diferente e isso enriquecia tanto, tanto", disse ele à época.

Segundo o Concílio do Vaticano II, as funções litúrgicas e pastorais do diácono são, entre outras, batizar, reservar e distribuir a Eucaristia, realizar casamentos e abençoá-los em nome da Igreja, levar a comunhão aos enfermos e ler a sagrada Escritura aos fiéis. O diácono é o religioso que tem a segunda das três maiores ordens sagradas, aquela imediatamente inferior à de padre.

Na Igreja primitiva, tanto ocidental quanto oriental, as diaconisas participavam destas funções, mas essa figura feminina desapareceu com o passar do tempo. 

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