Estados Unidos aceleram testes da vacina anti-zika

Miami, que já registrou contágio interno, sofre com combate aos mosquitos

Por O Dia

Miami - Autoridades de saúde dos Estados Unidos anunciaram, nesta quarta-feira, o início dos primeiros testes médicos de vacina contra o vírus da zika. Os testes, a cargo do Instituto de Alergia e Doenças Infecciosas, serão realizados em 80 voluntários entre 18 e 35 anos.

Agente de saúde de Miami vistoria focos do Aedes no bairro WynwoodEfe

Apesar de a autorização de vacinas nos EUA ser processo que leva anos, as autoridades decidiram acelerá-lo devido à emergência sanitária que representa a proliferação do vírus da zika na América Latina e no Caribe. A doença, além disso, já fez sua aparição no território continental americano com os primeiros 15 casos confirmados de contágio local nos bairros de Wynwood e Edgewater, em Miami.

E os americanos começam a aprender que o Aedes aegypti é duro na queda. A fumigação aérea que deveria ter começado ontem em Miami, foi adiada devido ao mau tempo. O prefeito do Condado de Miami-Dade, Carlos Giménez, anunciou que as condições meteorológicas não permitiram que as aeronaves decolassem ao amanhecer, como estava previsto, mas anunciou que nova tentativa será feita amanhã.

De acordo com os Centros para o Controle e Prevenção de Doenças (CDC, sigla em inglês), mais de 50 países e territórios sofrem com a zika. Nos Estados Unidos e seus territórios foram detectados mais de 6.400 casos, mas os alarmes dispararam devido à confirmação de casos de contágio autóctones na Flórida.

O diretor dos CDC, Tom Frieden, reconheceu que a luta contra o mosquito na região de Miami está sendo mais difícil do que se pensava. “É muito complexo erradicar esses mosquitos, não apenas porque são mais durões, mas, inclusive, porque podem ser resistentes aos inseticidas.”

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