Por thiago.antunes

Tailândia - Quatro pessoas morreram e 35 ficaram feridas em atentados quem aconteceram entre quinta e sexta-feira, em várias localidades da Tailândia. Os mortos foram quatro tailandeses e entre os feridos estavam dez estrangeiros. Dois homens já foram detidos para interrogatório.

Entre os estrangeiros feridos estão quatro alemães, três holandeses, dois italianos e um austríaco, todos vítimas durante a explosão na noite de ontem de uma bomba no enclave turístico de Hua Hin, cerca de 150 quilômetros ao sudoeste de Bangcoc, capital do país. Alguns deles são tratados por ferimentos graves nos hospitais da região.

Entre a tarde de quinta e a manhã de ontem, pelo menos 12 artefatos explosivos foram detonados à distância em cinco cidades da Tailândia. Um porta-voz da polícia de Hua Hin confirmou à Agência Efe que está sendo investigada a hipótese de ligação entre os atentados e os movimentos de insurgência muçulmana que atuam no sul do país.

Policiais atendem a uma das vítimas das explosões na Tailândia que deixaram quatro mortos e 35 feridosEfe

“As bombas, detonadas à distância com um telefone celular, são do mesmo tipo das que utilizam os insurgentes no sul da Tailândia”, disse o oficial. Em entrevista coletiva, no entanto, o chefe da Polícia Nacional da Tailândia tratou de dissociar os ataques do terrorismo e tratou as ações como “sabotagem interna”.

Missões diplomáticas na Tailândia pediram que os moradores e turistas fiquem em alerta para novos atentados. O primeiro-ministro da Tailândia, Prayuth Chan-ocha, pediu ontem calma à população e garantiu que a situação está controlada. “As bombas são uma tentativa de criar o caos e confusão”, afirmou o general durante entrevista para veículos de imprensa, segundo a agência de notícias local ‘TNA’.

A série de atentados começou na quinta com uma explosão em um mercado de Trang, capital do sul da província do mesmo nome, que causou uma morte e deixou sete feridos. Lugares como Bangcoc, Phuket e Chumphon foram afetados.

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