Por gabriela.mattos

Reino Unido - A saída do Reino Unido da União Europeia pode ser adiada para o final de 2019, segundo reportagem do ‘Sunday Times’ publicada ontem. O Reino Unido votou pela saída da UE em 23 de junho, mas há diferentes visões sobre quando deveria se invocar o ‘Artigo 50’, que começa a contagem com prazo de dois anos para o país deixar o bloco, enquanto alguns políticos experientes têm pedido por uma saída rápida.

A primeira-ministra Theresa May, que fez campanha para a permanência do Reino Unido na UE e que conduz um conselho de ministros de ambos os lados do debate, disse que não irá estimular negociações do Brexit este ano, uma vez que o Reino Unido precisa de tempo para se preparar.

A primeira-ministra Theresa May fez campanha contra o BrexitReprodução

Ministros britânicos, no entanto, alertaram figuras importantes do distrito financeiro londrino que o Artigo 50 não deve ser acionado no início de 2017, pois a situação no governo está “caótica”, segundo o jornal.

“Os ministros estão agora pensando que o gatilho (do Artigo 50) pode ser adiado até o outono de 2017”, teria dito uma fonte ao jornal.
Questionada sobre o atraso no acionamento do Artigo 50, uma porta-voz da primeira-ministra disse: “A primeira-ministra foi clara de que a prioridade desse governo é entregar a decisão do povo britânico de deixar a UE e fazer do Brexit um sucesso.”

Líderes europeus têm adotado posições firmes quanto à velocidade da saída do Reino Unido da UE, com a chanceler alemã Angela Merkel tendo comentado que, embora seja compreensível que o Reino Unido leve alguns meses para definir sua estratégia, “ninguém quer um período longo de limbo”. Mas, nos bastidores, há um entendimento de que uma janela de dois anos para a negociação do Brexit é muito curta.

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