Por tabata.uchoa
Publicado 20/08/2016 22:37

Rio - Hipertensão arterial, derrame, diabetes e colesterol alto são algumas das doenças cardiovasculares que ameaçam a vida de muita gente, principalmente homens com mais de 40 anos. Mais de 30 milhões de brasileiros sofrem com a hipertensão arterial, por exemplo. ‘Silenciosa’, a doença não apresenta sintomas evidentes, o que, de acordo com o Ministério da Saúde, faz com que 12 milhões de vítimas fiquem no ‘limbo’, sem saber que sofrem com o problema. A boa notícia é que há alimentos que podem ser usados para fortalecer a saúde do coração e reduzir esses riscos.

A sardinha é rica em ômega-3%2C um tipo de gordura saudável que auxilia na redução do colesterol ruim (LDL)Divulgação

“Peixes, quando de águas salgadas e profundas, como a sardinha, o salmão, atum, arenque e anchova, por exemplo, são ricos em ômega-3, um tipo de gordura saudável que auxilia na redução do colesterol ruim (LDL), melhora a circulação do sangue e ainda contribui com a redução da pressão arterial”, explica a nutricionista Marcela Mendes, do Mundo Verde. Ela destaca também o azeite de oliva extra virgem, “rico em antioxidantes e gordura benéfica para a saúde cardiovascular”, fibras, alho, óleo de abacate e oleaginosas (castanha do Brasil, avelã, nozes e amêndoas).

Mas não basta apenas controlar o que vai no prato. Consenso entre especialistas, a atividade física é essencial para prevenir e controlar os problemas cardiovasculares. “O exercício físico regular é importante para o relaxamento das artérias, para uma maior eficácia na contração do coração, podendo até reverter o quadro de excesso de peso”, comenta o endocrinologista Francisco Tostes, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.

“A atividade física diminui a catecolamina (produzida com o estresse) e produz endorfina, que dá sensação de bem estar, além de reduzir o estresse emocional”, completa a cardiologista Olga Ferreira de Souza, da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas e da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Ela dá outras dicas.

A obesidade tem papel primordial entre as causas das doenças, ao lado da hereditariedade, envelhecimento, sedentarismo, consumo excessivo de sal, estresse e tabagismo. É, porém, a obesidade a principal causa do aumento da pressão, o que pode levar ao desenvolvimento de insuficiência cardíaca — a diminuição da capacidade do coração de cumprir a sua função de bombear efetivamente o sangue, que corre pelo corpo.

Para identificar as doenças, a cardiologista Olga explica que alguns sintomas indiretos podem pesar na hora do diagnóstico médico. “Dor de cabeça, principalmente na região da nuca, náusea, enjoo, tonteira. Outro sintoma indireto é o cansaço: quando faz um esforço e a pressão começa a subir”, aponta. E, para quem ainda não foi diagnosticado com doença cardiovascular, mas tem histórico familiar ou está acima do peso, Olga recomenda medir a pressão arterial regularmente.

DICAS ÚTEIS

Comer peixes ricos em ômega 3, tipo de gordura saudável que auxilia na redução do colesterol ruim (LDL), como salmão, sardinha e atum, melhora a circulação do sangue e contribui para reduzir a pressão arterial.

Hortaliças e fibras (pães, arroz e massa integrais, farelo de aveia, aveia, farelo de trigo e linhaça) ajudam a prevenir a elevação do colesterol.

Consuma pouco sal, em torno de 5g de sal de cozinha por dia.

Frutas e legumes são fontes de antioxidantes, vitaminas, minerais e fibras.

O consumo de laticínios deve ter um baixo teor de gordura: prefira os desnatados.

Feijão, ervilha, lentilha e grão-de-bico sãofontes importante de fibras.

Beba bastante líquido, cerca de 2 litros por dia.

Se gostar de chocolate, pode comer uma barrinha de 30g por dia: meio amargo ou amargo.

Reduza o consumo de alimentos gordurosos como salsicha, mortadela, frituras, salgadinhos e gorduras aparentes da carne.

Controle o açúcar: evite doces, bolos e biscoitos.

Saboreie a refeição e coma devagar. Faça pelo menos quatro refeições por dia. Inicie sempre com uma salada.

Pratique atividade física regularmente, pelo menos 30 minutos, cinco vezes por semana.

Você pode gostar

Publicidade

Últimas notícias