Número de mortos em terremoto na Itália sobe para 73

Cidade de Amatrice dividida ao meio pelo desastre natural. Não há informações de brasileiros mortos no desastre, diz embaixada

Por clarissa.sardenberg

Itália - Subiu para 73 o número de mortos no terremoto desta quarta-feira na Itália. Desse total, 53 são da região do Lazio, e 20 de Marcas. A embaixada do Brasil na Itália ainda não recebeu informações de brasileiros que possam estar entre as vítimas do terremoto desta quarta-feira. Um canal de comunicação especial foi oferecido aos brasileiros. Ao menos 150 pessoas estão desaparecidas. 

"É um drama, metade da cidade não existe mais", declarou o prefeito Sergio Pirozzi. Para piorar, o próprio hospital municipal não está em condições de ser usado. "A situação é dramática, muitas pessoas estão sob os escombros", acrescentou. Os feridos recebem os primeiros socorros na rua e depois são transferidos de ambulância para Rieti, a 60 km de distância.

Amatrice%2C na Itália%2C foi dividida em duas por terremoto e está completamente devastada Efe

Uma menina de nove meses foi retirada morta dos escombros da casa de sua família em Arquata del Tronto, uma das cidades atingidas pelo terremoto que chacoalhou a região central da Itália nesta quarta-feira. De acordo com o Corpo de Bombeiros, a criança estava no quarto com os pais, que conseguiram escapar com vida. O balanço de vítimas do tremor já passa de 20, mas continua subindo.

Considerada um dos vilarejos mais belos do país, o município de Amatrice foi fundado na Idade Média, abriga mais de 100 igrejas históricas e faz parte do Parque Nacional del Gran Sasso e Monti della Laga, o terceiro maior da Itália. Por conta disso, é um conhecido destino turístico da região do Lazio.

Tremores

O tremor foi registrado às 3h36 (hora local), com epicentro a 2 km da cidade de Accumoli, situada a 145 km de Roma, onde o sismo também foi sentido. Seu hipocentro - ponto onde se origina um terremoto - ocorreu a apenas 4 km de profundidade.


Às 4h32 e 4h32, duas réplicas foram percebidas, uma nas proximidades de Norcia, na região da Úmbria, e outra em Castelsantangelo sul Nera, em Marcas. Nestes casos, o hipocentro foi a 8 e 9 km de profundidade, respectivamente. Nas horas seguintes, mais de 50 réplicas com magnitudes superiores a 2 graus foram registradas. 

Em Accumoli, a principal via de acesso está obstruída em diversos pontos por rochas derrubadas pelo sismo. É possível ver em vários locais construções destruídas e carros cobertos por poeira e escombros. Algumas pessoas passaram a madrugada de pijamas na rua.


O presidente Sergio Mattarella, que estava em Palermo, sua cidade natal, embarcou para Roma assim que foi informado do desastre. Também foram emitidos alertas pedindo doações de sangue de todos os grupos.

Já o prefeito de Áquila, Massimo Cialente, colocou à disposição dos desabrigados 250 leitos em uma estrutura construída após o terremoto de 2009.

Danos no Coliseu 

A Superintendência para o Coliseu e a Área Arqueológica de Roma ativou uma unidade de crise para verificar eventuais danos provocados pelo terremoto desta quarta-feira ao mais famoso monumento da capital italiana.

Uma primeira análise foi realizada durante a manhã, antes da abertura do Anfiteatro Flaviano ao público, para garantir a segurança dos visitantes. Nas próximas horas, serão feitas verificações mais aprofundadas para descobrir se há avarias que não estejam evidentes.

Outras construções históricas de Roma também serão analisadas. O tremor teve seu epicentro perto de Accumoli, a 145 km da capital, mas também foi sentido na "cidade eterna", onde centenas de pessoas chegaram a sair às ruas para se proteger. 

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