Chegada de Obama à China para reunião no G20 causa atrito diplomático

Presidente norte-americano saiu do avião sem o tradicional tapete vermelho

Por O Dia

China - Em sua chegada a Hangzhou, cidade chinesa que acolheu a Cúpula do G20 no último final de semana, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, recebeu uma "afronta deliberada" por não ter sido recebido com o tapete vermelho quando aterrissou como o "Air Force One". A cerimônia foi realizada com todos os demais chefes de Estado que participaram do encontro, inclusive o brasileiro Michel Temer.

Falhas de protocolo na chegada de Obama à China demonstram tensão na relação entre os paísesEfe

Ainda de acordo com a imprensa norte-americano, Obama foi "obrigado" a descer pela parte posterior da aeronave, pois não foi levada uma escada para que ele descesse pela saída principal. "A recepção que o presidente Obama e sua equipe receberam quando chegaram aqui no sábado à tarde foi ofensiva, até mesmo para os padrões chineses", relatou o jornal "New York Times".

Em entrevista ao jornal britânico "The Guardian", o ex-embaixador do México na China Jorge Guajardo disse que esses eventos são planejados até nos mínimos detalhes e que não houve erro, mas "uma afronta". "É uma forma de dizer: 'Você sabe que não é tão importante para nós'", acrescentou.

Em solo chinês, mais um momento constrangedor entre as autoridades locais e a delegação dos Estados Unidos aconteceu quando um funcionário de Pequim gritou: "Esse é nosso país, este é nosso aeroporto".

Além disso, um oficial local bloqueou a assessora de segurança Nacional da Casa Branca, Susan Rice, enquanto gritava com um dos responsáveis pela segurança, que ajudava jornalistas norte-americanos a se aproximar de Obama.

As tensões não terminaram aí. Pouco antes de o presidente dos EUA se encontrar com seu homologo chinês, Xi Jinping, diversos jornalistas ficaram de fora da coletiva de imprensa, pois os chineses permitiram a entrada de apenas dez pessoas no local.

Obama respondeu mais tarde dizendo que "não é a primeira vez que existem questões com a segurança e acesso da imprensa", defendendo a liberdade dos jornalistas, que é cerceada na China.  

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