Por thiago.antunes

Estados Unidos - A um mês das eleições presidenciais nos Estados Unidos, declarações polêmicas voltam a desafiar a vida de Hillary Clinton e de Donald Trump. Só que, desta vez, a artilharia partiu de supostos aliados. Do lado democrata, o ex-presidente Bill Clinton criticou a reforma da saúde que Barack Obama considera sua principal conquista em política nacional, ao opinar que as mudanças são “a coisa mais louca do mundo” e “não funcionaram” para muitos cidadãos.

“As pessoas que estão incomodadas com este acordo são os empresários com negócios pequenos e os indivíduos que pagam um pouco mais do que o limite para conseguir os subsídios”, disse Bill Clinton em um comício segunda-feira em Flint, no Estado de Michigan.

Hillary%2C que nos últimos dias cresceu nas pesquisas%2C enfrenta declarações polêmicas do maridoEfe

“Portanto há este sistema louco no qual de repente mais 25 milhões de pessoas têm cobertura médica, e muita gente acaba com suas gratificações de seguro multiplicadas por dois e sua cobertura cortada pela metade.”

Desde sua entrada em vigor, a reforma da saúde de Obama polarizou o país e gerou uma rejeição visceral entre os republicanos, que tentaram derrubá-lo sem sucesso. Porta-voz de Trump, Jason Miller não perdeu tempo: “Até os democratas estão se dando conta da má política pública que é realmente o ‘Obamacare’”.

Já o ‘fogo amigo’ republicano partiu de Michael Reagan, filho do ex-presidente Ronald Reagan, um dos mais polêmicos quadros do partido. Michael afirmou no Twitter que nem seu pai nem ele apoiariam o “lixo” do candidato presidencial republicano, Donald Trump, e que a ex-primeira-dama Nancy Reagan votaria pela candidata democrata, Hillary Clinton.

“Não há forma de apoiar este lixo”, disparou, em referência às declarações do fim de semana nas quais Trump acusou Hillary de ter sido infiel a Bill. Outros pesos-pesados do partido já tinham criticado Trump, como os Bush (os dois Georges e Jeb).

Como se isso não bastasse, o líder e fundador do WikiLeaks, Julian Assange, afirmou nesta terã-feira que esta semana divulgará a primeira de série de novas publicações que inclui material “significativo” em relação as próximas eleições nos EUA.

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