Por gabriela.mattos

Rio - Na contramão da crise no país, o comportamento do brasileiro continua perdulário. Pelo menos é o que indica um estudo sobre o volume de lixo gerado pela população nos municípios. Em 2015, cada brasileiro gerou cerca de 391 quilos de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU), volume similar e até maior do que o constatado em países mais desenvolvidos e com renda (PIB per capita) mais alta. A quantidade de RSU descartados pela população cresceu 1,7%: passou de 78,6 milhões de toneladas para 79,9 milhões de toneladas em um ano. No período a população cresceu 0,8% e a atividade econômica (PIB) retraiu 3,8%.

Trinta milhões de toneladas foram depositadas em lixões ou aterrosBanco de imagens

Os dados são da Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais), na nova edição do Panorama de Resíduos Sólidos no Brasil, lançada nos 40 anos da entidade. Embora a geração de resíduos sólidos no Brasil tenha crescido mais de 26% na última década (2005-2015), a gestão dos materiais descartados continua apresentando grande deficiência, e 76,5 milhões de brasileiros (mais de um terço da população) ainda sofrem com a destinação inadequada dos resíduos. Ao todo, 30 milhões de toneladas foram depositadas em lixões ou aterros controlados.

“Mais de 3.300 municípios ainda fazem uso de unidades irregulares para destinação do lixo, o que significa graves riscos ao meio ambiente e impactos diretos na saúde da população”, destaca o diretor-presidente da Abrelpe, Carlos Silva Filho. Segundo ele, os serviços de coleta de lixo mantiveram praticamente os mesmos índices de antes, com uma cobertura nacional de mais de 90%.

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