Por thiago.antunes

Reino Unido - O 'Brexit', a polêmica saída do Reino Unido da Europa decidida em plebiscito, em junho, terá de ser referendado pelo Parlamento, decidiu nesta quinta-feira o Tribunal Superior. O governo da primeira-ministra Theresa May precisa receber autorização do Legislativo antes de ativar o Artigo 50 do Tratado de Lisboa, que dá início à fase de dois anos de negociações.

Em um veredicto histórico, os juízes deram razão a um grupo de cidadãos que questionaram a possibilidade de o Executivo iniciar o processo de desligamento sem convocar uma votação parlamentar. O juiz-chefe John Thomas esclareceu que a decisão 'é uma pura questão legal”. “O tribunal não avalia nem expressa qualquer opinião sobre os méritos de deixar a União Europeia: é uma questão política', ressaltou.

O ministro do Comércio Internacional e porta-bandeira do 'Brexit', Liam Fox, disse que o governo recorrerá à Suprema Corte, a máxima autoridade judicial britânica, que deverá se pronunciar antes do fim do ano. “O governo está decepcionado. O país votou pela saída em referendo aprovado por lei do Parlamento, e o governo está decidido a respeitar o resultado”.

Os partidos Trabalhista, Liberal-Democrata e Verde, de oposição, elogiaram o veredicto, enquanto o líder interino do eurocético Ukip, Nigel Farage, alertou sobre possível traição. “Temo que agora vão tentar de tudo para bloquear ou adiar a invocação do Artigo 50. Se for assim, (os parlamentares) não têm nem ideia do grau de indignação pública que vão provocar.”

A decisão do Tribunal Superior motivou o aumento da libra esterlina, que se apreciou em 1,12% frente ao dólar e em 1,20% frente ao euro no mercado de divisas, após registrar contínuas quedas desde a realização do referendo.

Você pode gostar