Voto e veto na corrida à Casa Branca

Rejeição recorde a Hillary e a Trump marca a mais virulenta eleição à Presidência dos Estados Unidos

Por O Dia

Estados Unidos - A dois dias das eleições americanas, é impossível afirmar quem será o próximo presidente dos Estados Unidos. Entretanto, há pelo menos uma certeza: o elevado índice de rejeição. Pesquisa do Pew Research Center mostra que o percentual de eleitores insatisfeitos com os principais presidenciáveis chega a 63%.

“Esta eleição é diferente das anteriores. É a primeira vez que o número de insatisfeitos com os candidatos é maior do que o de satisfeitos”, resume Mark Hugo Lopez, diretor de Pesquisas Hispânicas do Pew. Segundo o instituto, 33% dos eleitores de Donald Trump votam nele porque não querem Hillary Clinton. Já entre os que votam na democrata, a rejeição ao republicano é o motivo para 32%.

Pesquisas mostram ligeira vantagem para Hillary, mas, como o voto nos EUA não é obrigatório, democratas temem que o descontentamento com as eleições, dominada por acusações e baixarias, possa afetar as urnas. “Se os negros e latinos não comparecerem significativamente, acho que Trump leva vantagem. O voto desses grupos é importante para os democratas”, diz uma autoridade do Departamento de Estado americano.

Rejeição recorde a Hillary e a Trump marca a mais virulenta eleição à Presidência dos Estados UnidosArte O Dia

Para o professor da Faculdade de Jornalismo da Universidade de Columbia, em Nova York, Lonnie Isabel, a rejeição a Hillary se deve ao fato da longa trajetória da democrata. “Ela é uma das candidatas mais experientes da história, mas os americanos gostam de caras novas”, diz o professor sobre a democrata, que, além de primeira-dama de Bill Clinton, foi secretária de Estado de Obama e senadora. Pesa também a investigação do FBI sobre o uso de um servidor pessoal para mandar e-mails com informações confidenciais do governo, quando era secretária.

Já para Trump, a rejeição se deve às declarações do candidato, com muitos ataques racistas e sexistas. “Essa foi a estratégia usada para atrair eleitores brancos, mas, por outro lado, perde votos de outros grupos”, avalia Isabel.

Segundo a National Newspaper Publishers Association, que representa jornais voltados para a comunidade negra dos EUA, 89% dos eleitores desse grupo votam em Hillary. Os negros representam 12% da população.

Segundo Lopez, dois terços dos latinos, que representam 18% da população, devem optar pela democrata, mesmo percentual das eleições anteriores, apesar dos ataques de Trump. Apesar de a eleição americana ocorrer na terça, em 22 estados os eleitores já podem votar. Segundo o ‘New York Times’, em alguns estados-chave, como a Carolina do Norte, o número de negros que já votaram caiu 16% em relação a 2012.

?O repórter viajou a convite do Departamento de Estado dos EUA

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