Por gabriela.mattos

Estados Unidos - Diante da eleição mais polarizada da história dos Estados Unidos, americanos aproveitaram o último fim de semana da campanha para trabalhar como voluntários para os dois principais candidatos. Nos estados considerados chave, onde não há uma clara definição de quem ganhará, a batalha por votos toma conta das ruas. No lado democrata, que segundo as pesquisas tem mais chances de vencer, a principal preocupação é fazer com que eleitores de minorias, como latinos e negros, grupos em que a vantagem do partido é maior, compareçam às urnas amanhã, já que o voto no país não é obrigatório.

Com ação voluntária%2C partidários dos dois candidatos tentam conquistar eleitores e convencê-los a votarClaudio de Souza / Agência O Dia

Além da distribuição de material de campanha, os voluntários que chegam vêm de diversos cantos do país para trabalhar nos estados-chave têm a tarefa de ligar para a casa das pessoas e tentam convencê-las a ir votar. Alguns grupos chegam a bater de porta em porta para dialogar com os eleitores. “Tento mostrar a ameaça que Donald Trump representa à democracia, mas acho que agora as pessoas já decidiram qual candidato querem. A questão é realmente fazê-las ir votar”, disse Tom Bimkow, em um comitê democrata da Filadélfia, maior cidade da Pensilvânia, onde há vantagem de apenas 2,8 pontos para Hillary Clinton.

Outra voluntária democrata, Lorin Goldlirch, de 42 ans, veio de Nova York para se juntar à campanha na Pensilvânia no fim de semana, já que em seu estado, o partido já considera a vitória certa para Hillary Clinton e não investe na campanha.

Hillary participou de um ato, com show da cantora Kate Perry e outros apoiadores dos democratas, na Filadélfia, no sábado, e hoje, à noite, é esperada para grande comício no centro da cidade ao lado do casal Barack e Michele Obama e do marido, Bill Clinton.

“Cheguei a chorar, emocionada, ao vê-la falar aqui”, disse Victoria Utria, estudante de 19 anos, ao sair do ato .

No lado republicano, o estado é uma das esperanças para virar o jogo. No comitê do partido, os voluntários, em número bem menor do que os democratas, apostam ainda em alguns indecisos para levar os delegados da Pensilvânia. “A mídia demonizou o Trump, mas todos os nossos empregos estão sendo exportados”, diz uma voluntária republicana de 75 anos, que pediu para não ser identificada.

?O repórter viajou a convite do Departamento de Estado dos EUA

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