Por lucas.cardoso


Washington - O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, garantiu nesta segunda-feira que colocará um fim ao "acordo" com Cuba caso o governo da ilha não promova a abertura do regime. "Se Cuba não está disposta a fazer um acordo melhor para o povo cubano, e os cubano-americanos em seu conjunto, porei um fim no acordo", escreveu hoje Trump em sua conta do Twitter.

O presidente eleito dos EUA%2C Donald TrumpAFP

Durante as primárias, Trump foi o único candidato republicano que apoiou a abertura com Cuba, mas, em sua busca por votos na Flórida nas eleições gerais, prometeu que "revogaria" as medidas executivas do presidente Barack Obama, "a não ser que o regime dos Castro" restaurasse "as liberdades na ilha".

O futuro chefe de gabinete do presidente eleito, Reince Priebus, disse no domingo que Trump esperará "alguns movimentos" do governo de Cuba para decidir como serão as relações. Se nada ocorrer, o republicano reverterá a aproximação iniciada em 2014.

"Não vamos ter um acordo unilateral com Cuba sem algumas mudanças no governo", indicou Priebus em entrevista à "FoxNews", após citar temas como a repressão, presos políticos e liberdades na ilha.

Ao comentar a morte de Fidel, Trump chamou o ex-líder cubano de "brutal ditador" e prometeu que seu governo "fará o possível para garantir que o povo de Cuba possa iniciar finalmente o caminho em direção à prosperidade e à liberdade". Em comunicado, ele também disse que Castro "Oprimiu seu próprio povo", deixando um "legado de fuzilamentos, roubo, pobreza e negação dos direitos humanos fundamentais".

Seus comentários contrastam com a declaração de condolências de Barack Obama, que o chamou de "figura singular", cuja "História julgará seu enorme impacto".

Você pode gostar