Por thiago.antunes
Vaticano - Simpatizantes da causa gay não podem ser padres. A determinação consta de decreto publicado nesta quinta pela Santa Sé, que destacou a importância da “formação integral” e da “maturidade psíquica, sexual e afetiva” aos aspirantes ao sacerdócio.
O documento ‘Ratio fundamentalis institutionis sacerdotalis’ foi atualizado após 46 anos pela Congregação para o Clero e retoma instrução de 2005 sobre a admissão de “pessoas com tendências homossexuais”.
Francisco nas celebrações da Imaculada Conceição%2C em RomaEfe

A Igreja, pode ler-se, respeitando as pessoas envolvidas, “não pode admitir ao seminário nem às ordens sagradas os que praticam a homossexualidade, apresentem tendências homossexuais enraizadas ou apoiem a ‘cultura gay’”.

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Os orientadores dos seminários são chamados a ter em atenção a necessidade de avaliar se um seminarista atingiu a “afetividade madura, serena e livre, casta e fiel ao celibato”, exigida pela Igreja.
O decreto, promulgado na solenidade da Imaculada Conceição, defende que deve ser prestada “máxima atenção à tutela dos menores e dos adultos vulneráveis”, evitando admitir ao seminário pessoas ligadas a delitos relacionados com abusos sexuais.
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O cardeal Beniamino Stella, prefeito da Congregação para o Clero, disse ao jornal ‘LOsservatore Romano’, que a ‘ratio’ procura “superar automatismos que foram criados no passado” e propor um “caminho de formação integral que ajude a pessoa a amadurecer em todos os aspectos”, com atenção à dimensão “humana, espiritual e pastoral”.
É um passo atrás na relação da Igreja com os gays. Em outubro, o Papa Francisco disse que Jesus não mandaria homossexuais embora; em junho, pediu desculpas a eles.