Por rafael.nascimento
Kinshasa, 20 dez (EFE).- O primeiro-ministro congolês, Samy Badibanga, anunciou a formação de um novo governo, que inclui 67 ministros e vice-ministros, com figuras da oposição e da sociedade civil e que pretende tramitar a transição para levar o país rumo ao processo eleitoral em 2018.
Badibanga divulgou a formação do novo governo de transição na última hora de ontem, quando terminava o prazo para que o presidente congolês Joseph Kabila finalizasse seu segundo e último mandato.
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O ministro apresentou a nova equipe formada por três vice primeiros-ministros, sete ministros de Estado, 34 ministros e 23 vice ministros, segundo anunciou na "Rádio Televisão Nacional Congolesa" (RTNC).
Samy Badibanga%2C primeiro ministro do Congo Efe

Alguns departamentos se dividiram em várias pastas, o que deu lugar à criação de 20 novos postos e ao aumento do Executivo de 47 membros do ex-primeiro-ministro Augustin Matata Ponyo Matata — que renunciou no mês passado como parte do acordo com a oposição — a 67 com o novo governo de Badibanga.

O líder opositor Samy Badibanga foi nomeado chefe do governo da República Democrática do Congo (RDC) em 17 de novembro graças ao acordo entre governo e o resto de partidos para pôr fim à crise suscitada pelo atraso das eleições presidenciais.

O novo Executivo é produto das negociações entre governo e oposição, lideradas pela União Africana, para encontrar uma solução pactada à crise.
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A tensa situação desencadeou um espiral de caos e violência política, já que o governo reprime há meses ativistas, líderes opositores, manifestantes e outros que se opõem aos planos de Kabila de se perpetuar no poder.