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Suspeito de ter cometido atentado em Berlim estava na mira da polícia há um ano

Tunisiano havia sido preso e liberado por falta de provas e era monitorado por associações com jihadistas desde janeiro. Informações valem cem mil euros

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  • Por tabata.uchoa
    Publicado 21/12/2016 23:26

    Berlim - Autoridades da Alemanha oferecem recompensa de 100 mil euros por informações que levem a Anis Amri, tunisiano de 24 anos cujos documentos foram encontrados no caminhão que atropelou e matou 12 pessoas em Berlim, segunda-feira. Ele é suspeito de ter roubado o veículo e matado o motorista antes de investir contra a multidão que fazia compras de Natal. Amri estava sob vigilância antiterrorista desde janeiro e chegou a ser detido em agosto. Acabou liberado por falta de provas e só não foi deportado por burocracia.

    Pessoas continuam depositando flores e velas na calçada onde houve o atropelamento que matou 12Efe

    Alertas dão conta de que Amri está armado e pode ser perigoso. A rádio pública regional de Berlim RBB indicou que a polícia acredita que o agressor tenha ficado ferido na briga que aconteceu na cabine do caminhão entre ele e o motorista polonês.

    Mês passado, o nome de Amri entrou em lista ainda mais restrita no sistema de segurança alemão por suspeita de estar organizando um atentado. As autoridades advertem que Amri usa seis pseudônimos diferentes e já tentou se passar como cidadão egípcio e libanês. De acordo com a BBC, Amri viajou para a Itália em 2012 e, três anos depois, chegou à Alemanha, onde solicitou asilo e conseguiu permissão temporária para ficar até abril deste ano. Em junho, ele teve o pedido de asilo negado por não possuir os documentos necessários.

    Segundo a imprensa alemã, o tunisiano tem vínculos com o pregador islâmico radical Ahmad Abdelazziz, também conhecido como Abu Walaa, preso em novembro. Outras conexões ligam Amri ao grupo que perpetrou o ataque, em junho do ano passado, contra um resort em Sousse, na Tunísia.

    O governo da Alemanha aprovou ontem a extensão do uso de câmeras de vigilância em espaços públicos, de acordo com o projeto de lei impulsionado por causa dos atentados jihadistas de julho na Baviera e cuja aprovação acontece após o ataque contra a feira natalina em Berlim. “O ataque da segunda-feira evidencia que os autores destes atos abomináveis escolhem lugares públicos onde possam causar o maior prejuízo possível”, afirmou o porta-voz do governo, Steffen Seibert.

    Segundo Seibert, aprovação do projeto de lei em conselho de ministros responde “obviamente” a um calendário já previsto, assim como se trata de uma “clara contribuição” ao objetivo do governo de reforçar a segurança do país.

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