Por thiago.antunes
Londres - Cingapura é o melhor lugar do mundo para um estrangeiro viver e trabalhar. E o Brasil está na lanterna dessa lista, que classificou 45 países. O banco HSBC divulgou no início do ano o resultado de ampla pesquisa com ‘expats’ — abreviação, em inglês, para expatriados — que perguntou como era morar fora de sua terra natal.
Se serve de consolo, o Brasil vai bem em alguns sub-itens, principalmente no convívio social. O banco criou questionário respondido por 27 mil empregados em 100 países diferentes. “O único critério para participar era viver em um país diferente ao de nascimento e ter pelo menos 18 anos”, explicou Ben Robinson, da Expat Explorer.
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A pesquisa aborda 27 tópicos em três grandes grupos: Economia, Experiência e Família. No primeiro, o ambiente do país, a solidez do mercado e planos de carreira contam — e o Brasil aparece em penúltimo, só atrás da Itália. A Suíça lidera nesse conjunto. Pudera: o salário médio lá é de R$ 50 mil.
Em Experiência, condições de moradia, segurança e serviços valem tanto quanto hospitalidade e cordialidade. Nestes dois subquesitos, brasileiros são quase campeões, mas os indicadores sociais da outra ponta jogam o país na 41ª posição. A Nova Zelândia é a campeã.
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Em Família, liderado por suecos, o HSBC avalia a facilidade (ou não) de criar filhos. O Brasil vem em 42º, apesar de aparecer bem em tolerância e intimidade conjugal. A saúde pública infantil derruba os índices.