Por thiago.antunes
Publicado 01/02/2017 23:47 | Atualizado 01/02/2017 23:48

Estados Unidos - Parece enredo de um desenho qualquer da Disney, mas é a realidade: Donald está armando para Mickey. Mas o Donald em questão não é o pato, mas, sim, o presidente Trump, que entrou na mira de conglomerados norte-americanos do setor do turismo com presença global.

A plataforma de hospedagens domiciliares Airbnb, o TripAdvisor (maior site de viagens do mundo) e a empresa de reservas de viagens online Expedia manifestaram repúdio à ordem executiva que suspende a entrada de imigrantes de sete países e dificulta a obtenção e a renovação de visto para 38 países, incluindo o Brasil. As entidades já preveem prejuízos milionários ao setor.

Segundo a categoria, muitas pessoas já começaram a procurar outros países para fazer viagens. As novas medidas já causaram perturbações em alguns aeroportos dos Estados Unidos, além dos protestos por conta das detenções de viajantes que tinham os vistos anteriores.

Personagens da Disney no parque%3A mais de 50 mil visitas num diaReprodução

A medida, anunciada sexta-feira por Trump, foi criticada abertamente tanto por instituições internacionais, como as Nações Unidas e ONGs, como por grandes empresas do país, como Google, Starbucks e Uber.

Para o presidente e diretor-executivo do TripAdvisor, Stephen Kaufer, as medidas de Trump são “cruéis e discriminatórias”. Kaufer se comprometeu a dar US$ 5 milhões aos refugiados. Já um dos diretores do Expedia, Dara Khosrowshahi, que é natural do Irã, disse que o novo presidente quer “aniquilar” as raízes de “uma nação de imigrantes”.

O fundador da Airbnb, Brian Chesky, ofereceu pernoites gratuitas aos refugiados e a qualquer um que chegar aos EUA que se encontre com problemas derivados da proibição ordenada por Trump. “Portas abertas nos juntam todos. Fechar as portas nos dividem. Buscaremos todos os meios para conectar as pessoas, não separá-las”, opinou Chesky.

De acordo com a ordem executiva de Trump, cidadãos do Iraque, Irã, Líbia, Somália, Sudão e Iêmen estão proibidos de entrar nos EUA por pelo menos três meses. Sírios estão banidos. Para o resto do mundo, a obtenção de visto está mais difícil: a dispensa de entrevista foi restrita, e a maioria dos solicitantes precisa passar pelo extenso processo para pisar nos Estados Unidos.

Decretos dividem os americanos

Sondagens de opinião pública divulgadas após o decreto anti-imigração o anúncio da construção de muro na fronteira com o México mostram resultados divergentes e uma polarização no país. Pesquisa da Reuters/Ipos revela que menos de um terço da população acredita que estará mais segura com as duas medidas.

Cerca de 31% dos entrevistados disseram as iniciativas vão trazer um sentimento de maior segurança, enquanto 26% acreditam que estarão mais propensas a ataques de grupos terroristas e 33% afirmaram não ter uma opinião formada sobre o assunto.

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