Donald Trump quer 'vingança' contra o vazamento da CIA

Presidente dos EUA determina prioridade máxima para identificar quem cedeu ao WikiLeaks documentos sobre hackers

Por O Dia

Washington - As toneladas de informações comprometedoras sobre a CIA mexeram com os brios da Casa Branca. Um dia após a divulgação dos milhares de documentos, o presidente Donald Trump mandou abrir investigações em várias frentes para identificar quem os vazou para o WikiLeaks.

Trump recebeu visitantes na Casa Branca e nada disse sobre a CIAEfe

A primeira parte do relatório ‘Vault 7’ afirma que a agência de Inteligência americana mantém ‘fábrica de vírus’ e que desenvolve programas para invadir celulares e televisores.

“O presidente está extremamente preocupado com as revelações do WikiLeaks, caso sejam verdadeiras”, afirmou o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer. “O vazamento de notícias sobre a segurança nacional deve preocupar a todos os norte-americanos”, emendou. A própria CIA e o FBI anunciaram a criação de força-tarefa.

Segundo o WikiLeaks, a fonte que repassou os documentos e os códigos-fonte dos vírus é um dos hackers que tiveram acesso não autorizado ao gigantesco pacote, e a turma é numerosa.

A ONG de Julian Assange ressalta que a CIA perdeu o controle sobre seu arsenal digital, uma vez que os próprios hackers contratados usaram as técnicas ali desenvolvidas para repassar os programas sem deixar rastros.

Na ressaca do vazamento, Apple e Samsung reafirmaram ontem o compromisso com a privacidade dos usuários.

“Embora nossas análises preliminares indiquem que muitos dos assuntos vazados já foram consertados na última versão do iOS, continuaremos trabalhando rapidamente para enfrentar as vulnerabilidades identificadas”, afirmou a Apple.

A empresa sul-coreana também se manifestou sobre essas revelações e ressaltou que é uma “prioridade proteger a segurança e a privacidade dos aparelhos” e afirmou que vai “investigar de maneira urgente estas questões”.

Os documentos mencionam os televisores da Samsung, que podem se transformar em microfones mediante um software supostamente elaborado pela CIA em parceria com o MI5, o serviço de contraespionagem do Reino Unido. O Google ainda não fez comentários a respeito do suposto caso de espionagem nos telefones que utilizam o Android como sistema.

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