Estado Islâmico reivindica autoria dos ataques em Londres

Agência Amaq, porta-voz do grupo extremista, confirma que atos foram realizados pelo EI

Por O Dia

Londres - A milícia terrorista Estado Islâmico assumiu nesta quinta-feira a autoria do atentado que aconteceu ontem no centro de Londres, que deixou cinco mortos e ao menos 40 feridos. Segundo a agência DPA, porta-vozes do grupo informaram que a operação foi realizada por integrantes do EI.

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, afirmou hoje na Câmara dos Comuns que a pessoa que realizou o atentado era um britânico, conhecido pelos serviços secretos e com longo histórico de violência extrema. Ela afirmou que o atentado foi "um ataque contra todas as pessoas livres" e que o Reino Unido "não tem medo", informou a agência Télam.

May informou que, entre os feridos, há 12 britânicos, três crianças francesas, dois romenos, quatro sul-coreanos, dois gregos, um alemão, um polonês, um irlandês, um chinês, um italiano e um norte-americano.  "Foi um ataque contra gente livre de todas as partes e, em nome do povo britânico, quero agradecer a nossos amigos e aliados em todo o mundo que deixaram claro que estão conosco neste momento", afirmou.

Grupo extremista Estado Islâmico reivindicou a autoria dos ataques terrorista em Londres na manhã desta última quarta-feira. Reprodução/CNN

No ataque, o agressor lançou seu carro contra pedestres na ponte de Westminster e bateu o carro na grade. Depois ele esfaqueou um policial que vigiava o Parlamento e recebeu vários tiros de policiais. Morreram no atentado o agressor, o policial britânico Keith Palmer, de 48 anos, um homem que tem entre 40 e 50 anos e uma mulher de 43 anos, Aysha Frade.

Investigações

Oito pessoas foram presas hoje em Londres, Birmingham e outros lugares da Grã-Bretanha, por supostamente estarem envolvidas no atentado, segundo a Polícia Metropolitana (Met) daquele país informou hoje.

O chefe da unidade antiterrorista da Polícia de Londres, Mark Rowley, afirmou que até o momento não há evidências que indiquem riscos de novas ameaças e que o incidente está sendo investigado como terrorismo. "Neste momento, não temos informação específica sobre novas ameaças para os cidadãos", disse.

Ataque

Na tarde de ontem, um suposto terrorista atropelou pedestres na Ponte de Westminster antes de bater o carro perto das grades do Parlamento e esfaquear um policial. A premiê inglesa, Theresa May, que estava no Parlamento, precisou ser retirada às pressas do local.

Após informar inicialmente que quatro pessoas haviam morrido no ataque, a polícia britânica revisou hoje o número de mortos para três, incluindo o policial esfaqueado. Mais de 40 outras pessoas ficaram feridas, sete das quais encontram-se hospitalizadas em estado grave. 

O agressor foi abatido a tiros no local do ataque.

Antiga ameaça

Não é a primeira vez que os ingleses têm de enfrentar problemas envolvendo terroismo. Em 2005, extremistas islâmicos coordenaram explosões em ônibus e trens de metrô, provocarando a morte de 52 pessoas.

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