Emmanuel Macron amplia vantagem sobre adversária Marine Le Pen

Especialistas classificam esta como a eleição mais importante na França em várias décadas, já que abre possibilidade real da extrema-direita chegar ao poder

Por O Dia

Paris - Pesquisas mostram que a vantagem do candidato de centro à presidência da França, Emmanuel Macron, se ampliou contra a adversária de extrema-direita, Marine Le Pen. Os números foram divulgados nesta sexta-feira, último dia oficial da tumultuada campanha eleitoral que virou de cabeça para baixo a política do país.

A eleição de domingo é vista como a mais importante na França em décadas, com duas visões diametralmente opostas sobre a Europa e com a posição da França no mundo em risco.

Eleitores franceses vão decidir domingo entre os candidatos Le Pen e Macron para ocupar a presidência Efe

Le Pen, da Frente Nacional, fecharia as fronteiras do país e abandonaria o euro, enquanto o candidato independente Macron, que nunca assumiu um cargo eleitoral, quer uma cooperação europeia mais intensa e uma economia aberta.

Os candidatos socialista e conservador dos dois partidos mais tradicionais da França foram eliminados no primeiro turno da votação no dia 23 de abril.

De acordo com a pesquisa Elabe para a BFM TV e para o L'Express, Macron terá 62% no segundo turno, contra 38% de Le Pen, um aumento de três pontos percentuais para o candidato de centro comparado com a projeção da pesquisa Elabe anterior.

O resultado da pesquisa mostra o melhor desempenho de Macron em levantamentos feitos por uma grande organização de pesquisas desde que os nove outros candidatos foram eliminados no primeiro turno do dia 23 de abril.

Membros de destaque do Partido Socialista francês e do conservador Os Republicanos fizeram nesta sexta-feira um apelo conjunto em Paris contra a abstenção no segundo turno das eleições presidenciais do próximo domingo, a fim de frear o avanço da candidata da extrema direita Marine Le Pen.

Os ex-primeiros-ministros Manuel Valls (socialista) e Jean-Pierre Raffarin (conservador), junto com o comissário europeu de Assuntos Econômicos, o socialista Pierre Moscovici, lideraram um fórum "republicano”.

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