Após morte de manifestante, oposição quer bloquear ruas da Venezuela

O jovem foi baleado a queima roupa no fim da tarde desta quinta-feira, em Caracas, durante protesto contra o presidente Nicolás Maduro

Por O Dia

Caracas - Dirigentes da oposição convocaram os manifestantes a "trancar" as ruas de toda a Venezuela ao meio-dia de sexta-feira, por duas horas, para condenar a morte de um jovem baleado nesta quinta em Caracas, durante protesto contra o presidente Nicolás Maduro.

"Que não reste uma rua, avenida, autoestrada livre. Vamos paralisar o país", disse à imprensa o deputado José Manuel Olivares em nome da opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD). A coalizão pretende bloquear o tráfego entre 12H00 e 14H00 local (13H00 e 15H00 de Brasília). 

Manifestantes tentam derrubar alambrado que separa pistas de importante avenida em AltamiraAFP

Um manifestante de 22 anos morreu nesta quinta-feira vítima de um disparo durante um protesto em Caracas, elevando a 75 o número de mortos em quase três meses de mobilizações contra Maduro - informou a Procuradoria.

O jovem "recebeu um disparo durante manifestação em Altamira", no leste da capital, relatou a Procuradoria.

Da clínica onde o óbito foi registrado, o médico e deputado da oposição José Manuel Olivares garantiu que a vítima foi atingida a tiro no coração por parte de um membro da Guarda Nacional.

Jornais locais divulgaram fotografias e vídeos, nos quais se vê um membro dessa força atirando contra o jovem nas imediações da base militar de La Carlota.

Em uma das gravações, o agente aciona a arma de dentro do destacamento, quando repelia indivíduos mascarados que jogavam objetos contra a instituição.

Os confrontos explodiram depois que os corpos de segurança usaram gás lacrimogêneo e jatos d'água para conter uma marcha da oposição rumo à Procuradoria.

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