Malásia proíbe 'Despacito' em rádios públicas

Com a maioria da população muçulmana, decisão foi tomada após reclamações de que a canção seria 'anti-islâmica'

Por O Dia

Kuala Lumpur - As emissoras de rádio públicas da Malásia deixaram de reproduzir o sucesso do momento, "Despacito", neste país de maioria muçulmana, anunciou um ministro, depois de críticas de pessoas que consideram a música anti-islâmica, já que teria muitas insinuações sexuais.

Salleh Said Keruak, ministro da Comunicação, disse à AFP que seu ministério recebeu inúmeras queixas sobre a música, que é sucesso internacional. 

Ele disse esperar que as emissoras privadas e os canais de tv também sigam o exemplo. 

"Despacito" virou viral depois de seu lançamento em janeiro e ficou ainda mais popular em abril depois que o astro canadense da música popo Justin Bieber apareceu em um remix.

Mais reproduzida da história na web

O hit dos porto-riquenhos Luis Fonsi e Daddy Yankee que conquistou o mundo, foi declarado nesta quarta-feira o tema mais reproduzido em "streaming" da história.

A Universal Music Latin Entertainment anunciou que "Despacito", em sua versão original e remix, alcançou 4,6 bilhões de reproduções nas plataformas de internet, entre elas YouTube e Spotify. 

Durante dez semanas, "Despacito" foi a número um das listas de mais ouvidas nos EUA, tornando-se a primeira canção em espanhol a atingir o topo desde "Macarena", em 1996. Em um comunicado, Fonsi celebrou o feito: "O 'streaming' é um conector para públicos no mundo inteiro e ajudou minha música a alcançar todos os cantos do mundo"

A música também arrasou no YouTube, onde o vídeo é o quarto mais visto da história, com 2,66 bilhões de visualizações. No Spotify, era - até esta quarta-feira - a 39ª canção mais ouvida desde que a plataforma foi criada. 

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