Trump acaba com programa que protegia 800 mil jovens imigrantes

Obama criou por decreto em 2012 o plano, que concedia permissão de dois anos, renovável, para formalizar a situação dos jovens

Por O Dia

Washington - O governo de Donald Trump anunciou nesta terça-feira o fim de um programa instaurado por seu antecessor Barack Obama, que permitiu a 800.000 jovens a obtenção de visto de residência e trabalho depois de terem entrado ilegalmente nos Estados Unidos quando eram crianças.

"Estou aqui para anunciar que o programa conhecido como DACA, que foi estabelecido sob a administração Obama, está sendo rescindido", declarou na Casa Branca o procurador-geral Jeff Sessions, referindo-se ao plano de ação criado por decreto em 2012.

O plano foi criado por Obama por decreto em 2012Divulgação

Estes imigrantes sem documentos e plenamente integrados à sociedade americana, já que praticamente não conhecem seu país de nascimento, temiam a possibilidade da revogação do programa DACA (Ação Diferida para Chegadas de Crianças, sigla em inglês).

Obama criou por decreto o plano, que concede permissão de dois anos, renovável, para formalizar a situação dos jovens, ante a impossibilidade do Congresso aprovar uma norma que contemple estes casos, a Lei DREAM, acrônimo em inglês de "Desenvolvimento, Alívio e Educação para Menores Estrangeiros". 

Por este motivo, estes imigrantes sem documentos, incluindo 800.000 se recorreram ao DACA, de acordo com dados oficiais, são conhecidos como 'Dreamers'.

Trump, que assumiu a presidência em janeiro determinado a cumprir a promessa eleitoral de combate a toda imigração ilegal, teria decidido no fim de semana acabar com o DACA após um período de prorrogação de seis meses, informou na segunda-feira o site Politico.

De acordo com o portal de notícias, o prazo teria como objetivo dar tempo ao Congresso para criar um plano alternativo para os 'Dreamers'. 

Sessions, conhecido por sua postura anti-imigração, teria aconselhado o presidente a passar a responsabilidade sobre a questão ao Congresso, por considerar que estabelecer normas sobre migração compete mais ao Legislativo que ao Executivo.

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