Sonda Cassini encerra missão na atmosfera de Saturno após 13 anos

Com um custo de 3,9 bilhões de dólares, o trabalho de 27 nações se desitegrou na atmosfera do planeta a uma velocidade de 120.700 km/h

Por O Dia

Tampa - A sonda Cassini da Nasa se autodestruiu nesta sexta-feira ao mergulhar na atmosfera de Saturno, concluindo uma missão de 13 anos de exploração que revolucionou o conhecimento sobre o gigantesco planeta gasoso e transformou a maneira de vermos o Sistema Solar.

Cassini, um projeto internacional que custou 3,9 bilhões de dólares e reuniu cientistas de 27 nações, se desitegrou na atmosfera de Saturno a uma velocidade de 120.700 km/h.

A sonda foi a que mais detalhou o planeta gasoso com anéis de poeira espacialNasa

O sinal final do artefato foi captado pelo centro de controle do Jet Propulsion Laboratory (JPL), em  Pasadena, California, às  8 horas e 55 minutos (de Brasília), 83 minutos depois de sua emissão, o tempo que demoraram as ondas de rádio para percorrer a distância entre Saturno e a Terra.

"O sinal da sonda desapareceu", afirmou Earl Maize, chefe da missão Cassini, depois que a sonda ficou sem combustível e se desintegrou na atmosfera de Saturno, como planejado pela Nasa para evitar qualquer dano às luas do planeta.

"Espero que estejam muito orgulhosos desse êxito extraordinário. Esta foi uma missão incrível, uma nave incrível e vocês, uma equipe incrível", acrescentou Maize, dirigindo-se aos colegas, que responderam com aplausos.

Cassini,  lançada ao espaço em 1997, era equipada com uma dezena de instrumentos e pesava 2,5 toneladas. Em 22 de abril passado começou a primeira manobra que a fez mergulhar, nesta sexta-feira, na atmosfera de Saturno, onde se desintegrou.

Para isso, a nave se aproximou de Titã, aproveitando o empurrão gravitacional desta lua, para se colocar em órbita entre os anéis de Saturno e a parte superior da sua camada nebulosa. Tratou-se da primeira exploração deste espaço vazio de 2.700 km.

Cassini sobrevoou Titã pela última vez na terça-feira, e engenheiros da missão usaram informação coletada nesse encontro, que apelidaram de "beijo de despedida", para se assegurar de que a nave estava na trajetória correta em direção à atmosfera do planeta gasoso.

Outras três naves espaciais voaram junto a Saturno: a Pioneer 11 em 1979, seguido pelas Voyager 1 e 2 nos anos 80. 

Mas nenhuma estudou Saturno tão detalhadamente quanto a Cassini, que leva o nome do astrônomo franco-italiano Giovanni Domenico Cassini, que, no século XVII, descobriu que o planeta possuía várias luas e uma brecha entre seus anéis.

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