Homem preso desde os 15 anos é executado

Não havia provas concretas contra o acusado. Apelação foi negada uma hora antes da execução

Por O Dia

Texas - Robert Pruett, um preso de 38 anos, acusado de matar um guarda penitenciário, identificado como Daniel Nagle, por esfaqueamento  em 1999, foi executado por injeção letal na quinta-feira no Texas, uma hora depois da Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitar sua última apelação. Ele alegou inocência das acusações até o momento de sua execução. Ele tinha apenas 20 anos quando foi acusado do crime.

Homem preso desde os 15 anos é executadoFree Images

Para os promotores, o assassinato foi uma represália a um relatório desfavorável que o guarda teria feito sobre Robert. O preso disse que foi vítima de uma armadilha montada por agentes corruptos e outros detentos, que receberam benefícios pelos depoimentos contra ele.

Desde 2013, Pruett conseguiu evitar diversas vezes a execução programada, exigindo análises de DNA sobre a roupa, a arma do assassinato e informações sobre o relatório disciplinar. As análises não foram conclusivas e não provaram que Pruett estava presente na cena do crime, mas isto não foi considerado suficiente para anular a sentença de pena de morte. Além disso, os depoimentos de vários detentos que acusavam Pruett do crime sempre foram considerados contraditórios pelos advogados de defesa.

Robert não passou um único dia de sua vida adulta fora da prisão. Ele tinha apenas 15 anos quando foi detido por suposta cumplicidade em um homicídio cometido por seu pai. Apesar da idade, foi enviado para uma prisão de adultos.Na época, ele foi condenado a 99 anos de prisão, de acordo com uma polêmica lei do Texas que determinava uma punição idêntica ao principal autor de um homicídio e a seus cúmplices.

A sentença, equivalente na prática a uma prisão perpétua, foi criticada como uma prova de um sistema penitenciário extremamente repressivo, que não dava nenhuma esperança a um menor que tinha uma mãe viciada em drogas e um pai que era detido com frequência. Pruett começou a consumir narcóticos aos sete anos e vendeu drogas na escola.

Segundo uma transcrição  divulgada pelo Departamento de Justiça Criminal do Texas, Robert afirmou em sua última declaração antes da execução que provocou “dano a muitas pessoas e muitas pessoas provocaram dano a mim" e completou que "A vida não termina aqui, continua para sempre. Tive que aprender lições de vida de uma maneira muito dura. Um dia não existirá necessidade de fazer dano às pessoas"

Esta foi a 20ª execução em 2017 nos Estados Unidos e a sexta no Texas, o estado que mais aplica a medida no país, de acordo com o Death Penalty Information Center

?Com informações da AFP

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