Rajoy diz que intervenção na autonomia da Catalunha é única resposta possível

Primeiro-ministro do governo espanhol se manifestou novamente sobre a tentativa de independência catalã

Por O Dia

Madri - O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, afirmou nesta quarta-feira que a intervenção da autonomia da Catalunha é "a única forma" de parar o desafio secessionista. A declaração veio em resposta ao deputado independentista catalão Joan Tardà, que criticou o governo pela "repressão", antes de recorrer ao diálogo.

"Me diz que as instituições catalãs pediram o diálogo e minha resposta foi o 155, e é verdade", disse Rajoy, em referência ao artigo da Constituição que permite a intervenção na autonomia regional.

Rajoy acredita que governo espanhol deve intervir na autonomia da CatalunhaAFP

"Você conhece muito bem a resposta, é a única possível, a única", ante a ameaça do governo catalão de declarar a independência após o referendo de autodeterminação ilegal de 1º de outubro, insistiu Rajoy.

De acordo com o chefe de Governo, a resposta é a maneira de "restaurar a legalidade" e de "enfrentar as consequências econômicas que suas decisões estão provocando", em referência às empresas que retiraram da Catalunha as suas sedes sociais no último mês, quase 1.400 de acordo com os dados mais recentes.

"Cumpro minha obrigação ao colocar em prática o 155, e o faço ante o desprezo a nossas leis, a nossa Constituição e ao Estatuto da Catalunha", argumentou Rajoy.

Entre as medidas do artigo 155 que serão adotadas pelo governo central em caso de intervenção figuram a destituição em bloco do governo independentista catalão, a convocação de eleições regionais no prazo máximo de seis meses, a tomada de controle da polícia catalã - os Mossos d'Esquadra - e dos meios de comunicação públicos, assim como uma tutela rígida ao Parlamento catalão.

O Senado, onde o Partido Popular de Mariano Rajoy tem maioria, marcou para sexta-feira uma sessão que pretende aprovar a intervenção. O presidente catalão, Carles Puigdemont, poderia discursar no Senado na quinta-feira ou sexta-feira para apresentar seus argumentos contra as medidas.

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