Atentado em Nova York matou cinco argentinos

Vítimas viajaram à cidade para comemorar aniversário de formatura

Por O Dia

Nova York - A chancelaria de Buenos Aires informou que cinco argentinos morreram e outro ficou ferido no atentado realizado nesta terça-feira em Nova York. As vítimas do ataque eram da cidade de Rosario (300 Km ao norte de Buenos Aires) e integravam um grupo de amigos que celebrava o 30° aniversário de formatura da Escola Politécnica desta cidade. Além dos cinco argentinos, um belga e dois americanos morreram no ataque. 

Polícia faz cerco em área onde ocorreu trágico incidenteAFP

A ação, realizada com uma caminhonete que atropelou pedestres e ciclistas, foi praticada por um homem de origem usbeque que vivia há alguns anos nos Estados Unidos. O governo dos EUA emitiu uma nota lamentando a morte das vítimas. 

"O governo argentino expressa suas mais sinceras condolências pelo falecimento dos cidadãos argentinos Hernán Diego Mendoza, Diego Enrique Angelini, Alejandro Damián Pagnucco, Ariel Erlij e Hernán Ferruchi, ocorrido como consequência do dramático atentado terrorista na tarde de hoje em Nova York".

O outro argentino ferido no ataque foi identificado como Martín Ludovico Marro. Segundo o Hospital Presbiteriano de Manhattan, ele se encontra fora de perigo. O grupo era integrado por 10 argentinos e quatro escaparam ilesos. As vítimas foram atropeladas quando atravessavam uma ciclovia. 

O Consulado Geral argentino informou que segue trabalhando em permanente contato com as autoridades policiais e com o centro médico que recebeu o ferido, assim como os familiares das vítimas na Argentina.

A administração do presidente Mauricio Macri comunicou que acompanha "as famílias neste terrível momento de profunda dor, que compartilham todos os argentinos". Em nota, o governo afirmou que "se encontra profundamente abalado pelo falecimento dos compatriotas e trabalha para auxiliar os familiares e amigos das vítimas".

"A Argentina reafirma sua mais enérgica condenação aos atos terroristas e à violência em todas as suas manifestações, e destaca a necessidade de se aprofundar a luta contra este flagelo". 

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