Estado da Califórnia libera homem que ficou preso 39 anos por engano

Autoridades agora acreditam que homem não é culpado pelos assassinatos que fizeram com que ele pegasse pena de prisão perpétua

Por O Dia

Califórnia - Craig Coley, um homem de 70 anos que passou 39 deles na prisão por assassinatos, recebeu, nesta quarta-feira, induto concedido pelo governador da Califórina, Jerry Brown. Nas mesma data do induto, Craig conseguiu sua liberdade.

Ele cumpria pena de prisão perpétua pelos assassinatos, em 1978, da sua ex-namorada, Rhonda Wicht, de 24 anos, e do filho dela, o menino Donald, 4, em Simi Valley, Califórnia, embora ele sempre tenha alegado sua inocência.

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Brown disse que há dois anos ordenou a revisão do caso de Coley e agora as autoridades acreditam que ele não cometeu os crimes dos quais era acusado.

"A honra com que Coley suportou esta longa e injusta prisão é extraordinária", disse o governador.

O indulto de Brown foi apoiado pelo atual chefe da Polícia de Simi Valley, David Livingstone, e pelo promotor do Condado de Ventura - do qual faz parte Simi Valley -, Gregory Totten.

O caso foi reaberto em 2016, depois que um agente aposentado levantou dúvidas sobre a culpa de Coley.

Embora muitas das evidências tenham sido destruídas depois que o réu esgotou todos os recursos, as autoridades realizaram alguns testes de DNA que não combinavam com seu perfil.

"Este é um caso trágico. Uma mulher inocente e uma criança pequena foram assassinados. Craig Coley passou 39 anos na prisão por um crime que provavelmente não cometeu. O verdadeiro assassino ou assassinos não foram julgados", afirmaram Livingstone e Totten, em outro comunicado.