Ausência dos EUA na cúpula de Paris é classificada como uma 'desgraça'

"É muito decepcionante. É uma desgraça, quando se leva em conta os fatos, a ciência, o senso comum, todo o trabalho que se fez", disse o ex-secretário de Estado americano

Por O Dia

Paris - O ex-secretário de Estado americano John Kerry classificou de "desgraça" a ausência de um representante de peso de seu país na cúpula sobre a luta contra o aquecimento global que acontece nesta terça-feira em Paris.

John KerryAFP

"É muito decepcionante. É pior do que decepcionante. É uma desgraça, quando se leva em conta os fatos, a ciência, o senso comum, todo o trabalho que se fez", disse Kerry à AFP, em paralelo à cúpula.

Os Estados Unidos enviaram um representante da embaixada em Paris para esse encontro que reúne cerca de 50 líderes mundiais, empresas e instituições, em um esforço comum para buscar maneiras de financiar as medidas necessárias para limitar o aquecimento global.

Depois de chamar a mudança climática de "farsa", o presidente americano, Donald Trump, anunciou em junho a saída dos EUA do Acordo de Paris. O pacto foi firmado há exatamente dois anos.

Cúpula em Paris quer impulsionar financiamento contra aquecimento globalAFP

O compromisso global, que pretende limitar o aumento de temperatura para menos de 2ºC em relação à era pré-industrial, "precisou de 26 anos de trabalho, que está sendo desdenhado por gente que sequer entende de ciência", criticou Kerry, que esteve envolvido nas negociações de 2015, quando ainda era secretário.

A cúpula desta terça foi convocada pelo presidente francês, Emmanuel Macron, em resposta ao anúncio de retirada por parte de Trump e com a mensagem de que não há um plano B na luta contra a mudança climática.

O mexicano Enrique Peña Nieto, o espanhol Mariano Rajoy, a britânica Theresa May e o boliviano Evo Morales são alguns dos líderes que estarão na cúpula.

Últimas de _legado_Mundo e Ciência